Ativista Thiago Ávila denuncia farsa diplomática dos EUA para manter genocídio em Gaza
O ativista político denunciou a “farsa diplomática” criada pelos EUA na votação da resolução sobre o cessar-fogo na Palestina no Conselho de Segurança
247 - O ativista político pela causa socioambiental e comunicador Thiago Ávila denunciou em suas redes sociais a “farsa diplomática” criada pelos EUA na votação da resolução sobre o cessar-fogo na Palestina no Conselho de Segurança da ONU.
“A tão esperada votação da resolução sobre o cessar-fogo na Palestina no Conselho de Segurança da ONU foi adiada a semana inteira por pressão dos Estados Unidos, que ameaçava vetar o conteúdo original da resolução. Os pontos chave do rascunho inicial dessa nova resolução eram a ‘suspensão urgente de todas as hostilidades’, a garantia de todas as partes ‘permitirem, facilitarem e viabilizarem a imediata, segura e desimpedida entrega de assistência humanitária sob monitoramento direto das Nações Unidas’, a ‘libertação imediata e incondicional de todos os reféns’ de ambas as partes, além da ‘condenação pelo assassinato indiscriminado de civis em Gaza’”, iniciou.
Ela ainda destaca que, “ao ameaçar vetar, adiar a votação a semana inteira e pressionar diplomaticamente os outros países, os Estados Unidos conseguiu desidratar o conteúdo dessa resolução, confirmando hoje que votará favoravelmente a ela, mas com as seguintes mudanças de conteúdo”.
“Não haverá mais qualquer menção a um ‘cessar-fogo’, substituindo por ‘criar as condições para a suspensão futura das hostilidades’. Não haverá mais monitoramento direto das Nações Unidas sobre a ajuda humanitária, mas sim a mera indicação de um diretor sênior para acompanhar os processos, ainda sob comando de Israel e Estados Unidos. Não haverá mais qualquer menção à troca de todos os reféns por todos os reféns de ambas as partes e também não haverá mais qualquer condenação ao assassinato indiscriminado de civis.Uma farsa completa que serve para tentar acalmar os ânimos internos nos EUA, enganar as pessoas para que se distraiam e tenham um “feliz natal” enquanto Biden segue mandando bilhões de dólares, armamento e posicionando suas tropas na região para impedir qualquer gesto de solidariedade de outros países”, elucidou.
