Autor de denúncia que pode levar Trump ao impeachment é funcionário da CIA

O denunciante cujo informe abalou a Presidência de Donald Trump é um funcionário da Agência Central de Inteligência (CIA), que foi enviado à Casa Branca, informou nesta quinta-feira o jornal The New York Times

(Foto: MIKE SEGAR)
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247 - O denunciante cujo informe abalou a Presidência de Donald Trump devido a uma conversa com seu homólogo ucraniano, é um funcionário da Agência Central de Inteligência (CIA), que foi enviado à Casa Branca, informou nesta quinta-feira o jornal The New York Times.

Este homem "foi designado para trabalhar na Casa Branca em um momento", mas desde o controverso incidente voltou à CIA, disse o jornal, citando três pessoas cientes com sua identidade.

A denúncia feita aos superiores em 12 de agosto, que afirma que Trump usou seus poderes para pressionar o governo da Ucrânia a investigar seu rival da campanha democrata, Joe Biden, "sugeriu que era um analista que por sua capacitação e deixou claro que estava imerso em detalhes da política exterior americana para a Europa", explicou o Times.

Além disso, ele estava claramente informado sobre a política ucraniana e as relações de Washington com Kiev, sobre as quais Trump é acusado de manipular para obter vantagens diante das eleições presidenciais do ano que vem.

Foi o primeiro indício da identidade do denunciante, aparte de declarações anteriores nas quais especulava-se se eram homem ou mulher, em uma comunidade de inteligência que conta com quase 1 milhão de pessoas.

O funcionário de inteligência também apontou que não foi testemunha direta da conversa telefônica de Trump com seu homólogo ucraniano, Volodimir Zelenski, e que informou isso no âmbito das "relações regulares entre as agências".

Andrew Bakaj, um dos advogados do denunciante, se negou a confirmar esta informação do Times.

A identidade da pessoa é protegida pelas leis dos Estados Unidos, que respaldam os funcionários que utilizam os canais adequados para denunciar a má conduta de seus colegas ou superiores.

Mas espera-se que a pessoa deponha em breve a portas fechadas no Congresso, o que aumenta a possibilidade de exposição à medida que mais pessoas conhecem sua identidade.

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