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Balcanização da América do Sul - e o papel das 5as Colunas pelo mundo

"O esquema planejado pelos EUA para balcanizar a América Latina e, por extensão o planeta, é tão poroso quanto os 1.500 quilômetros de fronteira através da floresta tropical entre Colômbia e Venezuela. A hegemonia da economia do dólar está na balança", diz texto de Peter Koenig, escrito para The Saker Blog, e traduzido pelo Coletivo Vila Vudu

Balcanização da América do Sul - e o papel das 5as Colunas pelo mundo (Foto: Reuters)
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247 - "Durante recente encontro em Caracas da Comissão Presidencial de Aconselhamento Econômico, em meados de junho de 2018, o presidente Maduro disse algo perturbador, mas também excepcionalmente interessante – e nos dois casos muito importante, que merece máxima atenção de toda a região", diz texto de Peter Koenig, escrito para The Saker Blog, e traduzido pelo Coletivo Vila Vudu. 
 
 "O presidente Maduro falou da Iugoslávia, dos conflitos locais induzidos, das rupturas e do desmembramento da Iugoslávia, que começou com a "Guerra dos Dez Dias" contra a Eslovênia em 1991; seguida pela Guerra da Croácia (1991-95); a Guerra da Bósnia (1992-95); a Guerra do Kosovo (1998-99), que culminou com os 69 dias de bombardeio pela OTAN ordenado por Clinton contra o Kosovo, e que foi comandado pelo então comandante europeu da OTAN Wesley Clark (hoje "O Arrependido" –, porque lastimar em retrospectiva é fácil), fingindo que salvava os albaneses do Kosovo que estariam sofrendo atrocidades da Sérvia de Milosevic. Como Milosevic serviu como pau mandado das forças imperiais é outra história", continua.
 
Segundo a publicação, "nada disso teria sido possível sem uma década de preparativos, operação entregue a várias 5as Colunas infiltradas, treinadas fora e dentro da Iugoslávia – o único país em toda a Europa que floresceu nos anos 1980s e 90s, com índices de bem-estar superiores à média dos europeus, os quais sofriam recessões, desigualdade crescente, o ressurgimento da xenofobia, em tempos de nascente neoliberalismo". 
 
"A violência que jogou no caos a Iugoslávia era indispensável para criar miniestados que, todos, se odiassem uns os outros, para viverem em conflito, como realmente aconteceu, em alguns casos até hoje. O conflito garantia espaço para a chantagem. Por preço módico, tudo sempre se arranjaria, desde, claro, que o 'novo país' aceitasse que se instalassem bases da OTAN em seu território, cada uma um passo mais próxima que a anterior, das portas de Moscou", acrescenta.
 
América do Sul
 
De acordo com texto, "Maduro, presidente da Venezuela, viu e vê tudo isso muito claramente. Muito frequentemente a história se repete, sobretudo quando vem sob a forma de atrocidades ocidentais neofascistas-neoliberais, e encontra a memória dos povos já quase completamente zumbificada por mentiras-propaganda-jornalismo". 
 
"Verdade é que já praticamente não se encontra na mídia-empresa ocidental e no jornalismo de massas nenhuma notícia que seja ao mesmo tempo democraticamente relevante, verdadeira em relação aos fatos e publicada. Nos veículos da grande mídia-empresa ocidental só circula noticiário forjado construído para propaganda [ing. fake news]. O presidente da Venezuela Nicolás Maduro parece ser o primeiro a ver que o plano "deles" para a América Latina é em tudo semelhante ao que "eles" fizeram à Iugoslávia. Provavelmente está certo. Todos os sinais apontam nessa direção", diz.
 
A publicação afirma, ainda, que "um pacto entre Colômbia e OTAN, chamado 'Acordo de Cooperação de Segurança' foi assinado pela primeira vez em junho de 2013 – mas preparado muito antes. Há registros dos primeiros contatos para esse fim, por Juan Manual Santos, então presidente da Colômbia – e Prêmio Nobel da Paz em 2016 por ter assinado um traiçoeiro Acordo de Paz entre o governo da Colômbia e as FARC – já no início de 2012".
 
"O presidente Hugo Chavez foi o primeiro a alertar seus parceiros latino-americanos sobre a iminente infiltração (clandestina) da OTAN na América do Sul. Ninguém ouviu. Hoje já é fato consumado – tarde demais para resistir". 
 
"O esquema planejado pelos EUA para balcanizar a América Latina e, por extensão o planeta, é tão poroso quanto os 1.500 quilômetros de fronteira através da floresta tropical entre Colômbia e Venezuela. A hegemonia da economia do dólar está na balança. Só ações drásticas de países vítimas, mas valentes, como Venezuela, Irã e Rússia, podem quebrar a balança e destruir a hegemonia monetária do ocidente". 

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