Bayer fecha acordo de US$ 2 bilhões para casos de câncer gerados por um de seus agrotóxicos

A farmacêutica alemã Bayer fechou um acordo de US$ 2 bilhões para resolver casos futuros que envolvam alegações de que seu herbicida Roundup causa câncer. Além do ramo farmacêutico, a empresa também produz agrotóxicos

Bayer
Bayer (Foto: Reuters)
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247 - A farmacêutica alemã Bayer fechou um acordo de US$ 2 bilhões para resolver casos futuros que envolvam alegações de que seu herbicida Roundup causa câncer, disse a empresa nesta quarta-feira, 4.

Em 2018, a farmacêutica adquiriu a produtora de agrotóxicos norte-americana Monsanto. O produto Roundup é feito à base do glifosato, o agrotóxico mais vendido no Brasil e no mundo.

Apesar das consequências na saúde, no final de 2020, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu manter o uso do agroquímico no Brasil, que causaria o linfoma não-Hodgkin, um tipo de câncer.

Um júri em São Francisco (EUA), em 2019, decidiu, por unanimidade, que o agrotóxico contribuiu para o desenvolvimento desta doença em Edwin Hardeman, um idoso de 70 anos.

O acordo desta quarta prevê a cobertura de futuras reivindicações apresentadas por pessoas diagnosticadas com o linfoma não-Hodgkin. Essas coberturas também estão garantidas para pessoas expostas ao Roundup antes do diagnóstico. 

Além disso, o acordo também inclui benefícios para pessoas que desenvolvam o câncer no futuro.

Pelo plano, a Bayer vai desembolsar US$ 2 bilhões por quatro anos para compensações e cobertura de assistências diagnósticas, mas ele ainda tem de ser aprovado pela Corte Distrital de São Francisco, nos EUA.

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