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Benção para a liberdade

Lech Walesa pede ao papa Bento XVI que, em sua visita a Cuba, sirva de inspirao para mudanas na ilha

Benção para a liberdade (Foto: Divulgação)
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247 - Em carta aberta ao papa Bento XVI, que inicia uma visita histórica de três dias a Cuba, a partir desta segunda-feira, o líder polonês Lech Walesa pede o apoio do pontífice pelo fim do comunismo na ilha. Fundador do sindicato Solidariedade, Walesa liderou a greve no estaleiro de Gdansk, que, em 1980, alastrou-se pelo país e foi um dos estopins para a derrocada do regime comunista na Polônia. O ex-presidente polonês manifestou esperanças de que a visita de Bento XVI à ilha possa servir de inspiração aos cubanos, assim como João Paulo II inspirou o movimento polonês pela liberdade.

Esta será a primeira visita papal a Cuba desde que João Paulo II esteve na ilha em 1998, marcando a retomada das relações da Igreja Católica com o governo comunista. Bento XVI ficará na ilha até quarta-feira, e rezará duas missas campais, uma em Santiago de Cuba e outra em Havana. Ele se reunirá com o presidente Raúl Castro e, possivelmente, também com seu irmão Fidel, que lhe passou o poder há seis anos por problemas de saúde.

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Leia a carta de Walesa a Bento XVI.

 

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Sua Santidade,

Hoje, Cuba viverá um momento excepcional. Cubanos que vivem na ilha e no exílio vão se encontrar, depois de anos de separação, no solo de sua terra natal, para ouvir suas palavras.

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Quando penso em sua histórica visita, minha memória retorna a 1979, quando seu predecessor e nosso compatriota, João Paulo II, veio à Polônia para sua primeira visita apostólica. A peregrinação dele não só despertou em nós, poloneses, a esperança por mudança -- acima de tudo, ela libertou a nossa vontade de fazer alguma coisa. A prece de João Paulo II na praça Vitória, em Varsóvia -- "Deixe que Seu Espírito venha e renove a face da Terra, a face desta terra" -- rapidamente deu frutos. Um ano mais tarde em Gdansk, nascia o Solidariedade, um movimento social de protesto pacífico que pavimentou o caminho da Polônia à liberdade. Não tenho dúvidas de que sem as palavras do papa, sem sua presença, o nascimento do Solidariedade não teria sido possível.

Hoje, os poloneses são livres. No entanto, ao redor do mundo, milhões ainda sofrem com a violação de seus direitos humanos: a tirania comunista na Europa do Leste ainda é imposta a muitas nações. Cuba é uma destas nações, onde faltam as liberdades básicas e os direitos civis que outras sociedades ocidentais desfrutam. Os cubanos que se levantam para defender seus direitos humanos fundamentais e irrevocáveis, aqueles que exigem justiça social, são presos, perseguidos ou coisas piores. As autoridades cubanas se recusam a ouvir as demandas de seu próprio povo, pedidos para participar e influenciar as mudanças sociais e políticas que estão acontecendo dentro de seu país.

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Ainda assim, sinceramente espero que a visita de Sua Santidade vai contribuir para as mudanças positivas na vida da nação cubana. Peço a Sua Santidade que interceda por aqueles que estão presos por causa de suas convicções. imploro a Sua Santidade que defenda os cubanos que, simplesmente por pedir liberdade, sofrem perseguições e humilhação.

Espero, também, que a visita de sua Santidade abra um novo capítulo na história de Cuba. Espero que as autoridades cubanas iniciem um diálogo democrático com a sociedade cubana. E espero que a mensagem duradoura de sua visita seja uma mensagem de amor -- e de solidariedade com toda a nação cubana.

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Solidário a Cuba,
Lech Walesa

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