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Biden pede à Rússia que liberte jornalista dos EUA e o deixe voltar para casa

Questionado se iria expulsar diplomatas russos após a detenção de Gershkovich, Biden declarou: "esse não é o plano agora"

Evan Gershkovich, Vladimir Putin e Joe Biden (Foto: Divulgação | Sputnik/Aleksey Nikolskyi/Kremlin | REUTERS/Evelyn Hockstein)

WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, pediu à Rússia nesta sexta-feira que liberte o repórter detido do Wall Street Journal, Evan Gershkovich, acusado de espionagem por Moscou.

O serviço de segurança russo FSB disse na quinta-feira que deteve Gershkovich, a ação pública mais séria contra um jornalista estrangeiro desde que a Rússia invadiu a Ucrânia.

"Deixe-o partir", disse Biden ao deixar a Casa Branca para uma viagem ao Mississippi, abalado por tempestade.

Questionado se iria expulsar diplomatas russos após a detenção de Gershkovich, Biden declarou: "Esse não é o plano agora".

A secretária de imprensa da Casa Branca, Karine Jean-Pierre, chamou as acusações de espionagem de "ridículas" na quinta-feira e disse que não havia evidências para apoiar a alegação.

O Journal afirmou que a detenção de Gershkovich foi baseada em falsas alegações.

O FSB acusou Gershkovich de coletar informações sigilosas como segredo de estado sobre uma fábrica militar.

Não deu o nome da fábrica ou onde fica, mas disse que deteve o jornalista de 31 anos na cidade de Yekaterinburg, nos Urais, enquanto ele tentava obter informações secretas. O FSB não forneceu provas documentais ou de vídeo.