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Bin Laden tinha plano para atacar a Arábia Saudita, aponta CIA

A agência de inteligência dos EUA (CIA, na sigla em inglês) publicou o último lote de documentos recuperados durante a incursão de maio de 2011, no esconderijo de Osama Bin Laden, localizado fora da cidade de Abbottabad, no Paquistão. Um dos documentos, supostamente escrito por um proeminente membro da Al-Qaeda, detalha a existência de um acordo com o Irã: a organização terrorista atacaria os interesses dos EUA na "Arábia Saudita e no Golfo [Pérsico]"

Bin Laden tinha plano para atacar a Arábia Saudita, aponta CIA (Foto: Rahimullah Yousafzai)

Da Agência Sputinik

A agência de inteligência dos EUA (CIA, na sigla em inglês) publicou o último lote de documentos recuperados durante a incursão de maio de 2011, no esconderijo de Osama Bin Laden, localizado fora da cidade de Abbottabad, no Paquistão.

Este lote de 470.000 arquivos inclui documentos de voz, imagens, vídeos e software, bem como fotografias pessoais da família do falecido líder do grupo terrorista Al-Qaeda.

Os arquivos audiovisuais incluem um vídeo do casamento de Hamza Bin Laden, o filho mais velho de Osama, a quem a Al-Qaeda estaria preparando para liderar a organização terrorista. Tratam-se de suas primeiras imagens públicas como adulto disponíveis.

Entre os trabalhos que representam o maior interesse, há páginas do diário pessoal de Osama, com novas informações sobre a relação entre a Al-Qaeda e o Irã e uma visão da liderança global da rede terrorista, informou o site norte-americano The Hill.

Um dos documentos, supostamente escrito por um proeminente membro da Al-Qaeda, detalha a existência de um acordo com o Irã: a organização terrorista atacaria os interesses dos EUA na "Arábia Saudita e no Golfo [Pérsico]", recebendo em troca "dinheiro" e "armas" e oferecendo-lhes "treinamento nos campos do Hezbollah no Líbano".

O diretor da CIA, Mike Pompeo, enfatiza que esta publicação "oferece a oportunidade ao povo americano de obter mais informações sobre os planos e o funcionamento desta organização terrorista".

Recentemente, o presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a bater na tecla de que Teerã fomenta e apoia o terrorismo no Oriente Médio, o que o governo iraniano refutou veementemente, em um acirramento das relações entre os dois países.