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Björk bloqueia músicas em Israel no Spotify e Apple Music

Cantora islandesa aderiu à campanha No Music For Genocide, que reúne artistas como Lorde, Massive Attack e Paramore em boicote cultural

Björk bloqueia músicas em Israel no Spotify e Apple Music (Foto: REUTERS)
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247 - A cantora islandesa Björk passou a restringir o acesso de usuários israelenses à maior parte de seu catálogo musical em plataformas de streaming como Spotify e Apple Music. A informação foi publicada inicialmente pela Rolling Stone Brasil, que destacou a adesão da artista à campanha internacional No Music For Genocide.

A medida começou a ser percebida em setembro de 2025 e faz parte de um movimento que pressiona artistas e gravadoras a utilizarem bloqueios geográficos como forma de protesto contra a guerra em Gaza. Embora Björk não tenha divulgado um comunicado oficial sobre a decisão, sua participação foi reconhecida pela própria campanha e repercutiu em veículos internacionais.

A iniciativa No Music For Genocide ganhou força ao longo de 2024 e 2025, reunindo centenas de músicos e grupos do cenário global. O movimento defende o boicote cultural a Israel e classifica as ações militares israelenses em Gaza como genocídio. Além de Björk, nomes como Lorde, Massive Attack e Paramore também aderiram à campanha.

A decisão da artista provocou reações intensas nas redes sociais. Parte do público elogiou a atitude como um gesto de solidariedade ao povo palestino e uma utilização legítima da arte como instrumento político. Outros usuários criticaram a medida e argumentaram que cidadãos israelenses não deveriam ser penalizados pelas decisões do governo de seu país.

O bloqueio geográfico de conteúdos musicais ainda é incomum no mercado de streaming. Tradicionalmente, o recurso é utilizado por razões ligadas a licenciamento regional e distribuição de direitos autorais. O uso dessa ferramenta como forma de protesto político, porém, vem ampliando o debate dentro da indústria musical sobre os limites éticos e os impactos práticos desse tipo de ação.

Reconhecida como uma das artistas mais influentes e experimentais da música contemporânea, Björk construiu uma carreira de mais de três décadas marcada pela inovação estética e pelo engajamento em causas políticas e ambientais. Entre seus trabalhos mais celebrados estão os álbuns Debut (1993), Post (1995), Homogenic (1997) e Utopia (2017).

Ao longo dos anos, a cantora também se manifestou publicamente sobre temas humanitários. O bloqueio de seu catálogo em Israel representa, até agora, uma de suas ações mais diretas relacionadas ao conflito em Gaza.