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Brasil evitará atacar Rússia em declaração da Cúpula do G7

Brasília negociará para que a declaração sobre segurança alimentar adote um tom mais ameno em relação a Moscou

O presidente Lula (Foto: Reprodução)
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247 - O embaixador Maurício Lyrio, secretário de assuntos econômicos e financeiros do Itamaraty, informou nesta segunda-feira (15) que a declaração do G7 sobre a segurança alimentar global fará menção ao conflito na Ucrânia. 

O G7, cuja próxima cúpula ocorre na cidade de Hiroshima, é composto pelos países considerados como os mais industrializados: Canadá, Estados Unidos, Alemanha, França, Itália e Japão -- países hostis a Moscou e aliados de Kiev. 

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No entanto, segundo Lyrio, Brasília negociará para que a declaração adote um tom mais ameno em relação a Moscou. O Brasil busca posicionar-se como mediador no conflito ucraniano, construindo laços tanto com Moscou quanto Kiev. 

"Sobre a declaração, como é uma declaração sobre segurança alimentar e há efeitos da conflito da Ucrânia sobre a questão de acesso a alimentos, então uma referência inicial deverá ser feita ao conflito na Ucrânia e naturalmente o governo brasileiro negocia essa linguagem para que seja compatível com a linguagem que o Brasil tem usado sobre o tema, inclusive (tendo) defendido a negociação de resoluções em diversas instâncias internacionais, como a própria ONU", afirmou Lyrio.

Esta será a sétima participação do presidente Lula no encontro do G7. A última presença de um chefe de Estado do Brasil foi na edição de 2009.

O presidente brasileiro tem embarque previsto para a quarta-feira (17) e chegada ao Japão na sexta (19).