Casa Branca recua e diz que veto não atingirá portadores do ‘green card’

Reince Priebus, chefe de gabinete do presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que estrangeiros que tiverem autorização permanente de moradia no país não estarão inclusos no veto imposto pelo governo a imigrantes e viajantes de países de maioria muçulmana; Departamento de Segurança Doméstica havia anunciado a restrição na entrada mesmo aos detentores do chamado "green card" (vistos permanentes); chefe de gabinete disse no entanto, que os agentes de fronteira terão autoridade para deter e questionar viajantes suspeitos vindos de certos países; medida aumenta incertezas para estrangeiros


Reince Priebus, chefe de gabinete do presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que estrangeiros que tiverem autorização permanente de moradia no país não estarão inclusos no veto imposto pelo governo a imigrantes e viajantes de países de maioria muçulmana; Departamento de Segurança Doméstica havia anunciado a restrição na entrada mesmo aos detentores do chamado "green card" (vistos permanentes); chefe de gabinete disse no entanto, que os agentes de fronteira terão autoridade para deter e questionar viajantes suspeitos vindos de certos países; medida aumenta incertezas para estrangeiros
Reince Priebus, chefe de gabinete do presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que estrangeiros que tiverem autorização permanente de moradia no país não estarão inclusos no veto imposto pelo governo a imigrantes e viajantes de países de maioria muçulmana; Departamento de Segurança Doméstica havia anunciado a restrição na entrada mesmo aos detentores do chamado "green card" (vistos permanentes); chefe de gabinete disse no entanto, que os agentes de fronteira terão autoridade para deter e questionar viajantes suspeitos vindos de certos países; medida aumenta incertezas para estrangeiros (Foto: Leonardo Lucena)

247 - O chefe de gabinete do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (29) que estrangeiros que tiverem autorização permanente de moradia no país não estarão inclusos no veto imposto pelo governo a imigrantes e viajantes de países de maioria muçulmana. O decreto proíbe por 90 dias a entrada de pessoas nascidas no Irã, Iraque, Síria, Iêmen, Sudão, Líbia e Somália. O presidente também suspendeu o programa de recepção de refugiados durante pelo menos 120 dias, enquanto as autoridades definem o futuro sistema de verificação de vistos.

O Departamento de Segurança Doméstica havia anunciado, nesse sábado (28), a restrição na entrada mesmo aos detentores do chamado "green card" (vistos permanentes). Os detentores podiam sair dos EUA e voltar ao país sem necessidade de renovação o documento. Eles só não podiam se ausentar dos EUA por mais de um ano ou por longos períodos sucessivos.

O chefe de gabinete, Reince Priebus, afirmou, no entanto, que os agentes de fronteira terão autoridade para deter e questionar viajantes suspeitos vindos de certos países. Ou seja, a declaração de que reverteria o anúncio do departamento de segurança pode aumentar ainda mais a incerteza para os estrangeiros. Não se sabe como a ordem será aplicada nos próximos dias.

Priebus também disse que mesmo americanos podem ser alvo de questionamentos dos agentes de fronteira. "Eu acredito que, se você é um cidadão americano que está indo e voltando para a Líbia, é provável que seja submetido a mais questionamentos quando você entrar em um aeroporto", afirmou ele durante entrevista ao canal NBC News.
 
Protestos
 
No sábado (28), um dia após o anúncio do decreto, aeroportos dos Estados Unidos registraram confusão e manifestações de funcionários que tentavam interpretar as novas medidas. De acordo com levantamento da União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU, da sigla em inglês), entre 100 e 200 estrangeiros, alguns com autorização legal, tiveram a entrada barrada nos Estados Unidos.

Mas a juíza federal Ann Donnelly aceitou um pedido da ACLU para suspender as deportações de refugiados e imigrantes que estão ou chegarão aos Estados Unidos e que tenham vistos válidos.

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