Catalunha diz que obedecerá somente a sua população e não ao governo de Madri

Autoridades catalãs não seguirão as ordens de Madri, só vão ouvir o povo catalão, afirmou Raul Romeva, conselheiro das Relações Exteriores da Catalunha; o membro da Generalitat assegurou que não se pode confiar na democracia da União Europeia já que esta permite às autoridades espanholas aplicarem a força sobre a região; "Como podemos ter confiança [na UE] se ela permite que isso aconteça? O que posso dizer é que as pessoas e as instituições da Catalunha não vão permitir que isso ocorra", afirmou

Estudantes vestem bandeira separatista da Catalunha durante protesto em Barcelona, Espanha 17/10/2017 REUTERS/Ivan Alvarado
Estudantes vestem bandeira separatista da Catalunha durante protesto em Barcelona, Espanha 17/10/2017 REUTERS/Ivan Alvarado (Foto: Paulo Emílio)

Sputnik - As autoridades catalãs não seguirão as ordens de Madri, só vão ouvir o povo catalão, afirmou Raul Romeva, conselheiro das Relações Exteriores da Catalunha. O membro da Generalitat assegurou que não se pode confiar na democracia da União Europeia já que esta permite às autoridades espanholas aplicarem a força sobre a região.

"Como a UE consegue viver com essa situação, se vier a acontecer"?— perguntou Romeva em entrevista à rádio BBC. "Como podemos ter confiança [na UE] se ela permite que isso aconteça? O que posso dizer é que as pessoas e as instituições da Catalunha não vão permitir que isso ocorra", assegurou ele, citado pela agência Reuters.

O conselheiro insistiu que todas as instituições, incluindo a polícia, devem seguir as instruções do governo catalão eleito democraticamente. O porta-voz assinalou que ninguém além do povo catalão tem o direito de modificar as instituições catalãs.
Anteriormente, o governo central espanhol tomou a decisão de afastar as autoridades regionais catalãs do poder.

Em 21 de outubro, o presidente do governo espanhol, Mariano Rajoy, anunciou sua intenção de pedir ao Senado para cessar as competências do presidente, do vice-presidente e dos conselheiros da Generalitat da Catalunha, e de convocar eleições na região no prazo de 6 meses.

A presidente do Parlamento da Catalunha, Carme Forcadell, classificou a decisão de Rajoy de "golpe de Estado".

As autoridades catalãs não seguirão as ordens de Madri, só vão ouvir o povo catalão, afirmou Raul Romeva, conselheiro das Relações Exteriores da Catalunha. O membro da Generalitat assegurou que não se pode confiar na democracia da União Europeia já que esta permite às autoridades espanholas aplicarem a força sobre a região.

"Como a UE consegue viver com essa situação, se vier a acontecer"?— perguntou Romeva em entrevista à rádio BBC. "Como podemos ter confiança [na UE] se ela permite que isso aconteça? O que posso dizer é que as pessoas e as instituições da Catalunha não vão permitir que isso ocorra", assegurou ele, citado pela agência Reuters.

 

O conselheiro insistiu que todas as instituições, incluindo a polícia, devem seguir as instruções do governo catalão eleito democraticamente. O porta-voz assinalou que ninguém além do povo catalão tem o direito de modificar as instituições catalãs. 

 

Anteriormente, o governo central espanhol tomou a decisão de afastar as autoridades regionais catalãs do poder. 

Em 21 de outubro, o presidente do governo espanhol, Mariano Rajoy, anunciou sua intenção de pedir ao Senado para cessar as competências do presidente, do vice-presidente e dos conselheiros da Generalitat da Catalunha, e de convocar eleições na região no prazo de 6 meses.

A presidente do Parlamento da Catalunha, Carme Forcadell, classificou a decisão de Rajoy de "golpe de Estado".

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