Causa do conflito na Palestina é a ocupação ilegal, diz enviado chinês na ONU
Embaixador Zhang Jun pediu um cessar-fogo abrangente entre Israel e Palestina durante reunião do Conselho de Segurança
247 Zhang Jun, representante permanente da China nas Nações Unidas, pediu nesta terça-feira (24) um cessar-fogo abrangente entre Palestina e Israel, atribuindo a causa do conflito atual à ocupação ilegal dos territórios palestinos, segundo a agência Xinhua.
"Um cessar-fogo deve ser alcançado sem demora. Este é o apelo feito pelo Secretário-Geral (Antonio) Guterres", e este é o chamado da comunidade internacional, disse o enviado durante o briefing do Conselho de Segurança da ONU sobre a situação no Oriente Médio, incluindo a questão palestina.
"À luz dos apelos contundentes da comunidade internacional, o conselho deve usar uma linguagem clara e inequívoca para exigir um cessar-fogo imediato", afirmou.
Zhang observou que Gaza ficou completamente sem eletricidade por 15 dias consecutivos, os suprimentos de água e combustível foram cortados e itens básicos como alimentos e medicamentos estão prestes a acabar.
"O conselho deve exigir, nos termos mais claros possíveis, que a potência ocupante levante imediatamente o cerco total a Gaza, restaure o fornecimento de água, eletricidade e combustível e cesse o castigo coletivo ao povo em Gaza", disse o enviado.
"Instamos Israel a criar condições propícias ao funcionamento normal da passagem de Rafah, a parar os ataques aéreos contra suas áreas circundantes e a garantir um canal de ajuda sem impedimentos. A China forneceu ajuda humanitária de emergência por meio da Autoridade Nacional Palestina e agências das Nações Unidas, respectivamente, e continuará a fornecer assistência material com base nas necessidades do povo em Gaza."
Sobre a questão humanitária, Zhang disse que as baixas civis resultantes do último conflito são chocantes e que "a vida e a consciência parecem tão pálidas diante de ataques indiscriminados frequentes."
"O conselho deve defender resolutamente o estado de direito internacional, condenar inequivocamente toda a violência e ataques contra civis e opor-se inequivocamente a qualquer violação do direito internacional. A China pede esforços diplomáticos para a libertação imediata de reféns", afirmou.
Zhang destacou que a causa raiz do conflito reside na prolongada ocupação ilegal dos territórios palestinos, no longo descaso pelo direito do povo palestino à independência estatal e na falta de proteção eficaz para seus direitos básicos.
"A abordagem fundamental para resolver o conflito palestino-israelense é a implementação da solução de dois Estados e a realização da coexistência pacífica entre Palestina e Israel", disse ele.
Zhang afirmou que a China tem trabalhado incansavelmente para promover a cessação das hostilidades e a restauração da paz.
"Estamos mantendo uma comunicação próxima com as partes envolvidas e desempenhando um papel responsável e construtivo na realização de um cessar-fogo, protegendo civis e evitando uma maior catástrofe humanitária. A China não tem interesse próprio na questão da Palestina. Qualquer iniciativa que contribua para a paz receberá o firme apoio da China", afirmou.
"Qualquer esforço que facilite a reconciliação palestino-israelense será perseguido pela China com todos os esforços", disse ele.
