Celso Amorim: “a paciência chinesa pode chegar ao fim, com grande prejuízo para o agronegócio”

Para o ex-ministro, os ataques de Bolsonaro à China já abalaram a relação entre os dois países, mas a gota d’água pode estar por vir. “As pessoas não podem confiar nessa ideia de que a China também depende do Brasil. Basta eles cortarem 10% do que importam do Brasil para causar um grande prejuízo ao agronegócio brasileiro”. Assista na TV 247

Celso Amorim e Xi Jinping
Celso Amorim e Xi Jinping (Foto: Felipe L. Gonçalves/Brasil247 | Reuters | ABr)
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247 - O ex-ministro Celso Amorim repercutiu na TV 247 a declaração da presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB) cobrando o governo Jair Bolsonaro por mais respeito à China, um dos países que compõem os principais compradores dos produtos deste setor brasileiro.

De acordo com Amorim, “há algum tempo já tem havido reclamações do setor do agronegócio”. Com isso, “em certos momentos o Bolsonaro tentou contemporizar, mas ultimamente a virulência dos ataques à China estavam muito fortes”.

O ex-ministro ressaltou que o Brasil é dependente da China para manter os bons números do agronegócio, área da economia que praticamente carrega a balança comercial do país. Segundo ele, caso os chineses quisessem retaliar o Brasil em razão dos ataques que sofrem, bastaria uma pequena alteração em suas políticas de importação para causar um grande estrago aos brasileiros.

“Ele pode tentar alguns gestos menos agressivos, mas eu acho que o teste principal com relação à atitude dele vai ser a decisão em relação ao 5G e à Huawei, e aí eu acho que a paciência chinesa, famosa paciência chinesa, também poderá chegar ao fim, com grande prejuízo para o agronegócio brasileiro. As pessoas não podem confiar nessa ideia de que a China também depende do Brasil. É verdade, a China depende do Brasil, mas todo mundo sabe que para o capitalista o lucro marginal é importante, muitas vezes é o que viabiliza o negócio. Então basta eles cortarem 10% do que importam do Brasil e passarem a comprar da Argentina, dos Estados Unidos, basta isso para causar um grande prejuízo ao agronegócio brasileiro”, disse.

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