Central sindical francesa expressa solidariedade com a greve dos petroleiros do Brasil

A Central Geral dos Trabalhadores da França (CGT), que dirige grandes mobilizações trabalhistas contra a reforma da Previdência do governo neoliberal de Emmanuel Macron, manifestou por meio de um vídeo a solidariedade com os petroleiros em greve no Brasil. Assista ao vídeo

Petroleiro em greve recebem solidariedade internacional
Petroleiro em greve recebem solidariedade internacional (Foto: Esq.: Clívia Mesquita - Brasil de Fato / Dir.: ABR)

247 - Por meio de um vídeo, a CGT francesa expressou solidariedade com os trabaohadores petroleiros em greve no Brasil. 

“Queridos amigos do Brasil, queridos companheiros do setor do petróleo do Brasil,

Para vocês que estão em greve desde primeiro de fevereiro, é de Paris que a CGT manda seu apoio e solidariedade.

É importante que a França conheça o que se passa no Brasil, pois como para nós, que aqui na França lutamos contra a reforma da aposentadoria, importa que essa luta seja conhecida mundo afora.

Então, o que impulsou a sua greve desde o inicio de fevereiro foi a ameaça ao emprego dos trabalhadores da Fafem, uma filial da Petrobras, a gigante petroleira do Brasil. Ela gera empregos diretos, e terceirizados, são mil salariados atingidos.

Mas além dos trabalhadores da Fafem há diversos outros setores petroleiros que estão em greve desde fevereiro, tanto na extração de petróleo e gás, como nas refinarias, nos estoques desses produtos e na distribuição.

Dentre as grandes multinacionais interessadas nas riquezas do petróleo e do gás, naturalmente encontra-se a Total. É sabido que desde a descoberta do pré-sal alguns anos atrás, as multinacionais lutam para apropriarem-se dessas riquezas naturais, quando elas deveriam pertencer, de direito, aos brasileiros e brasileiras.

Dentre as várias formas de ações de reivindicação vocês têm, é claro, a greve, a ocupação da sede da Petrobras, e também a venda a preços reduzidos dos produtos petroleiros, o que é muito bem-vindo pelo povo.

Diante disso tudo, é obvio que a presidência da Petrobras e o governo de Bolsonaro, discordando da greve, passaram a aplicar medidas de repressão como as enormes multas contra as unidades em greve, contra vocês, grevistas e sindicalistas. Você, porém, estão corajosamente resistindo.

Essas medidas do governo tentam punir e evitar uma melhor distribuição das riquezas que pertencem à vocês e ao povo brasileiro, e que deveriam ser destinadas a financiar os programas sociais, ao invés de serem usadas apenas para enriquecer os bolsos das multinacionais.

Assim, nós  desejamos-lhes força e coragem nessa luta. Estaremos atentos e nos manteremos informados; nós conduziremos, aqui na França, ações de divulgação a fim de reiterar nosso apoio total à luta de vocês, que é extremamente corajosa ! Então, sobretudo, não cedam em nada.

Boa continuação à greve dos petroleiros, parabéns e viva a luta dos petroleiros do Brasil em greve desde o primeiro de fevereiro de 2020.”

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