Chanceler chinês formula três objetivos de sua visita à África. Um deles é fornecer 1 bilhão de vacinas

Wang Yi destaca tradição de 32 anos: os destinos de suas primeiras visitas no início de cada ano são países africanos

www.brasil247.com - (220106) -- MOMBASA (KENYA), Jan. 6, 2022 (Xinhua) -- Chinese State Councilor and Foreign Minister Wang Yi (L) meets with Kenya's Cabinet Secretary for Foreign Affairs Raychelle Omamo in Mombasa, Kenya, on Jan. 6, 2022. (Xinhua/Long Lei)
(220106) -- MOMBASA (KENYA), Jan. 6, 2022 (Xinhua) -- Chinese State Councilor and Foreign Minister Wang Yi (L) meets with Kenya's Cabinet Secretary for Foreign Affairs Raychelle Omamo in Mombasa, Kenya, on Jan. 6, 2022. (Xinhua/Long Lei) (Foto: Long Lei)
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247 - O conselheiro de Estado e ministro das Relações Exteriores chinês, Wang Yi, deixou claro na quinta-feira passada (6), três objetivos de sua visita à África ao se reunir com a secretária do Gabinete de Relações Exteriores do Quênia, Raychelle Omamo, na cidade costeira queniana de Mombaça, informa a Xinhua.

Wang Yi disse que a diplomacia chinesa tem uma tradição de 32 anos, ou seja, os destinos de sua primeira visita no início do ano devem ser países africanos. A tradição mostra com ações concretas que a China valoriza sua amizade tradicional, prioriza o continente na diplomacia e está disposta a ser uma boa amiga e parceira da África. 

"Apesar dos desafios colocados pela pandemia, viemos aqui como planejado, faça chuva ou faça sol, e permanecemos fiéis à nossa aspiração original. Este é o tom da amizade China-África", destacou Wang, acrescentando: "minha visita à África tem três objetivos principais".

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O primeiro objetivo é trabalhar com o continente para derrotar a epidemia. O mundo está enfrentando uma nova onda da cepa Ômicron. Como amiga da África, a China nunca ficará apenas olhando. O presidente chinês, Xi Jinping, anunciou que o país fornecerá mais 1 bilhão de doses de vacinas para a região, que é o maior pacote de ajuda já enviado ao continente e está em andamento. Vacinas estão sendo enviadas através do mar para todos os cantos da África onde são necessárias.

"Hoje, estamos anunciando mais 10 milhões de doses de vacina para o Quênia. Vamos apoiar nossos irmãos e irmãs africanos até que a vitória final seja conquistada", garantiu Wang.

Em segundo lugar, a implementação dos resultados do Fórum de Cooperação China-África (FOCAC) deve ser acelerada. Há mais de um mês, a 8ª Conferência Ministerial do FOCAC foi realizada com sucesso. O presidente Xi anunciou "nove programas" para a cooperação prática entre os dois lados. 

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A série de documentos de cooperação bilateral assinados pela China e pelo Quênia hoje é a colheita antecipada dos "nove programas" no país africano. 

"Estamos prontos para aumentar a sinergia com nossos parceiros africanos, arregaçar as mangas e trabalhar duro para entregar todos os resultados da conferência em benefício do povo africano, ajudar a África a acelerar a recuperação pós-epidemia e embarcar no caminho do desenvolvimento independente e sustentável o mais cedo possível", apontou Wang.

A chamada "armadilha da dívida" na África não é um fato, mas uma mentira com intenções ocultas. É uma "armadilha de fala" criada por forças externas que não querem ver a África acelerar o desenvolvimento. Se há alguma "armadilha" na África, é a "armadilha da pobreza" e a "armadilha do atraso", segundo Wang.

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A China está pronta para trabalhar com todas as nações amigáveis para ajudar os países africanos a acelerarem a recuperação pós-pandemia, eliminarem a pobreza e o atraso, acompanharem os tempos o mais rápido possível, alcançarem o desenvolvimento comum e criarem um futuro melhor.

Em terceiro lugar, a China e a África devem defender firmemente os interesses comuns. Diante da hegemonia, dos valentões e dos atos unilaterais, ambos têm a responsabilidade de praticar conjuntamente o verdadeiro multilateralismo e salvaguardar a equidade e a justiça internacionais.

A China está pronta para fortalecer a coordenação e a cooperação com a África nos assuntos internacionais e regionais, proteger o sistema internacional com as Nações Unidas como núcleo e as normas básicas que regem as relações internacionais, defender os interesses legítimos dos países em desenvolvimento e tornar a ordem internacional mais justa e equitativa.

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