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Chanceler do Irã diz que o mundo espera que Tribunal Internacional detenha a “máquina assassina” de Israel

O Irã instou a Corte Internacional de Justiça a o TIJ a tomar uma “decisão imediata e decisiva”

Hosein Amir Abdolahian (Foto: FIRAS MAKDESI/Reuters)

247 - Enquanto ocorrem as audiências sobre o genocídio cometido pelo regime israelense em Gaza na Corte Internaiconal de Justiça (CIJ), o Ministro das Relações Exteriores iraniano, Hosein Amir Abdolahian, emitiu uma mensagem em vários idiomas em sua conta X nesta quinta-feira (11).

“A indignação e a repercussão abominável do comportamento animal do [primeiro-ministro israelita Benjamin] Netanyahu e do exército terrorista sionista ao cometerem genocídio e crimes de guerra contra os palestinos não podem ser encobertos perante a opinião pública mundial sob qualquer título ou lógica”, disse ele. 

O chanceler iraniano lembrou à CIJ que “agora, o mundo inteiro aguarda a decisão imediata e firme da justiça internacional para parar a máquina assassina dos sionistas”.

Amir Abdolahian reafirmou o apoio do Irã à “ação corajosa do Governo da África do Sul contra o regime de apartheid e infanticídio perante o Tribunal Internacional de Justiça [baseado na Convenção para a Prevenção e Punição do Crime de Genocídio de 1948]”.

Num comunicado divulgado na quarta-feira, o Ministério das Relações Exteriores iraniano expressou o seu apoio ao caso apresentado pela África do Sul contra Israel perante a CIJ, chamando-o de “ação responsável, corajosa e honrosa”.

A declaração apelava ao forte apoio da comunidade internacional para responsabilizar os perpetradores dos crimes em Gaza e expressava o apoio à Resistência como um movimento de libertação e um direito legítimo reconhecido pelo direito internacional para a nação palestina na luta contra a ocupação. 

A África do Sul apresentou a ação judicial contra Israel em 29 de dezembro, depois de quase três meses de agressão israelense contra os palestinos em Gaza, sendo que a primeira sessão da audiência realizou-se nesta quinta-feira e a próxima audiência terá lugar na sexta-feira. 

Desde o início da guerra genocida contra a Faixa de Gaza, em 7 de Outubro, Israel matou mais de 23 mil palestinos, a maioria mulheres e crianças. Mais de 59 mil palestinos também ficaram feridos. Há também cerca de 7 mil pessoas desaparecidas sob os escombros.