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Chefe da delegação russa em negociações diz que Ucrânia se comprometeu a cumprir as principais exigências de Moscou

A Ucrânia afirmou que desiste das armas nucleares e de ingressar na Otan, disse Vladimir Medinski

Erdogan saúda reunião entre Rússia e Ucrânia (Foto: Reuters)

247 - "A Ucrânia anunciou a sua disponibilidade para cumprir as exigências em que a Rússia insistiu durante todos os últimos anos", declarou na quarta-feira (30) o líder da delegação russa nas negociações com Kiev, Vladimir Medinski, observando que durante as conversações desta terça-feira "as autoridades ucranianas afirmaram sua disposição de negociar com a Rússia pela primeira vez em todos esses anos." "Se esses compromissos forem cumpridos, a ameaça da criação de um trampolim da Otan em território ucraniano será removida", acrescentou.

De acordo com Medinski, as propostas entregues ao lado russo que a Ucrânia está disposta a incluir em um possível futuro acordo prevêem a recusa da Ucrânia em aderir à Otan; um status de neutralidade da Ucrânia; a recusa da Ucrânia a desenvolver e adquirir armas nucleares; a recusa da Ucrânia de implantar bases e contingentes militares estrangeiros em seu território; a aceitação de que realizaria exercícios militares com participação estrangeira apenas em acordo com os garantidores da segurança do país [Conselho de Segurança da ONU e outros países], incluindo a Rússia, informa RT.

O negociador russo também destacou que, após o "golpe de Estado" na Ucrânia em 2014, Moscou passou anos apresentando suas demandas a Kiev e "seus patrocinadores, principalmente os EUA". e propôs negociar diferentes acordos "que deveriam garantir tanto a segurança da Ucrânia quanto a proteção dos interesses nacionais da Rússia", mas o governo ucraniano ignorou "todas essas exigências".

Quanto à Crimeia, o representante russo declarou: "A Crimeia faz parte da Federação Russa", "Moscou não negociará com ninguém o status da península".

Medinski também reiterou a posição de Moscou de que durangte "todos esses anos, o regime de Kiev realizou um genocídio flagrante contra o povo de Donbass" e assegurou que "há provas irrefutáveis" de que o governo ucraniano "planejou lançar uma ofensiva contra Donbass".

"Nessas condições, a Rússia foi forçada a lançar uma operação militar especial", defendeu Medinski.

Embora as partes já tenham conseguido chegar a um acordo sobre um documento preliminar "a um nível bastante elevado", as negociações continuam, acrescentou. "Enfatizo que a posição de princípio de nossa parte em relação à Crimeia e Donbass permanece inalterada", disse Medinski. 

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