China anuncia erradicação da extrema pobreza nos últimos condados pobres

A China removeu os últimos condados remanescentes de uma lista de regiões pobres. O país asiático estabelece seu próprio padrão nacional de pobreza extrema, com base em uma renda per capita de 4 mil iuanes por ano - ou cerca de 1,52 dólar por dia

Yang Hechun, moradora da vila chinesa de Yangchang na empobrecida província de Guizhou prepara almoço em sua casa
Yang Hechun, moradora da vila chinesa de Yangchang na empobrecida província de Guizhou prepara almoço em sua casa (Foto: REUTERS/James Pomfret)
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PEQUIM (Reuters) - A China removeu os últimos condados remanescentes de uma lista de regiões pobres, no que as autoridades descreveram como a conquista da meta política de longa data do presidente Xi Jinping de eliminar a pobreza extrema até o final deste ano.

O marco foi alcançado pela retirada de 93 milhões de pessoas da pobreza desde 2013, disse o governo da China. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Zhao Lijian, disse em uma coletiva de imprensa nesta terça-feira que a China está preparada para compartilhar sua experiência com outros países em desenvolvimento.

A China estabelece seu próprio padrão nacional de pobreza extrema, com base em uma renda per capita de 4 mil iuanes por ano --ou cerca de 1,52 dólar por dia-- e outros fatores, como acesso a cuidados básicos de saúde e educação. Isso se compara ao padrão de 1,90 dólar por dia estabelecido pelo Banco Mundial para medir a pobreza extrema em todo o mundo.

Na tarde de segunda-feira, autoridades de uma das províncias mais pobres da China, Guizhou, anunciaram que os últimos nove condados restantes foram removidos da lista de regiões pobres do país. A lista, elaborada em 2014, identificou inicialmente 832 como extremamente pobres.

Guizhou disse que a renda média anual per capita nos condados aumentou para 11.487 iuanes. A mídia estatal disse que auditores terceirizados visitaram os nove condados para conduzir pesquisas finais neste mês.

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