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China contra-atacará a interferência dos EUA em Taiwan, Hong Kong e Tibete

A China reafirmou nesta terça-feira (8), sua determinação de responder às provocações dos Estados Unidos sobre as questões de Taiwan, Hong Kong e Tibete

Hua Chunying, porta-voz da Chancelaria chinesa (Foto: Xinhua)

247 - A chancelaria chinesa reagiu nesta terça-feira (8) de maneira contundente às ações intervencionistas dos Estados Unidos em temas delicados como Taiwan, Hong Kong e Tibete. Pequim exige que os EUA deixem de estreitar os laços bilaterais com essas regiões autônomas da República Popular da China. 

Hua Chunying, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, lamentou em entrevista coletiva a venda de novas armas a Taiwan, a aprovação de sanções contra 14 legisladores, a lei que permitirá que oponentes de Hong Kong vivam e trabalhem em solo norte-americano e as acusações de suposta destruição da cultura tibetana, informa a Prensa Latina.

Nos dois primeiros casos, garantiu que Pequim dará seguimento às medidas necessárias para defender a sua soberania, uma vez que Washington, além de insistir na ingerência, viola as normas básicas que regem os laços internacionais.

A porta-voz chinesa disse que o comportamento dos EUA sobre Hong Kong mostra a hipocrisia do país norte-americano, pois usa a democracia e as liberdades como argumento para conter e perseguir a China. Ela questionou como o governo do presidente Donald Trump pode se preocupar e até mesmo oferecer "ajuda humanitária" a indivíduos em território chinês, quando não consegue controlar os doentes e as mortes em massa por covid-19 entre seus próprios habitantes.

"Esta ação expõe as intenções sinistras dos Estados Unidos de se intrometer nos assuntos internos da China, desestabilizar Hong Kong e dificultar a estabilidade e o desenvolvimento do país", afirmou.

Além disso, Hua deplorou as acusações contra seu governo e a manipulação política com o objetivo de destruir o progresso do Tibete.

"É um absurdo dizer que a China está erradicando as línguas, culturas e religiões das minorias étnicas. Hoje, quase 200 milhões de cidadãos de grupos étnicos são religiosos e mais de 380 mil clérigos traduziram e publicaram livros em diferentes idiomas", afirmou.

Finalmente, a porta-voz exigiu que Washington pare de usar a situação no Tibete como um peão e se abstenha de apoiar qualquer atividade separatista na região, após alertar sobre as contramedidas em defesa dos interesses e da autoridade da China.

Esses movimentos são parte da ofensiva de Trump no final de seu mandato para aumentar a pressão sobre a China e evitar que seu sucessor, Joe Biden, cesse a confrontação no exercício de relações bilaterais com a China.