China diz que declarações de Weintraub são ‘absurdas’ e ‘desprezíveis’

O porta-voz da Embaixada da China no Brasil reagiu às declarações anti-China feitas pelo ministro da Educação Abraham Weintraub

Bandeira daChina e Abraham Weintraub
Bandeira daChina e Abraham Weintraub (Foto: Reuters | Alessandro Dantas)
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247 - A Embaixada da República Popular da China no Brasil emitiu na madrugada desta segunda-feira nota rechaçando declarações hostis do ministro da Educação do governo Bolsonaro que atribuem o coronavírus ao país asiático. 

Em sua coluna, o jornalista Leonardo Attuch, ediitor do Brasil 247, adverte que Weintraub "agride a China reiteradamente, porque escolheu um lado na guerra em curso entre as duas maiores potências globais – e certamente não é o lado do Brasil, que deveria se manter equidistante". 

A nota da Embaixada da China destaca: "Em 5 de abril, o ministro da Educação do Brasil Abraham Weintraub, ignorando a posição defendida pela parte chinesa em diversas gestões, fez declarações difamatórias contra a China em redes sociais, estigmatizando a China ao associar a origem da covid-19 ao país. Deliberadamente elaboradas, tais declarações são completamente absurdas e desprezíveis, que têm cunho fortemente racista e objetivos indizíveis, tendo causado influências negativas no desenvolvimento saudável das relações bilaterais China-Brasil. O lado chinês manifesta forte indignação e repúdio a este tipo de atitude".  

"Atualmente - prossegue o documento -, a pandemia da covid-19 está se espalhando globalmente, trazendo um desafio que nenhum país consegue enfrentar sozinho. A maior urgência neste momento é unir todos os países numa proativa cooperação internacional para acabar com a pandemia com a maior brevidade, com vistas a salvaguardar a saúde pública mundial e o bem-estar da Humanidade. A OMS e a  comunidade internacional se opõem explicitamente à associação do vírus a um certo país ou a uma certa região, combatendo a estigmatização sob qualquer pretexto. Instamos que alguns indivíduos do Brasil corrijam imediatamente os seus erros cometidos e parem com acusações infundadas contra a China", finaliza a nota diplomática.

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