China diz que impasse na OMC é 'golpe severo' no comércio multilteral

A China reagiu à decisão dos Estados Unidos que resultou na desativação do órgão de apelações da Organização Mundial do Comércio. Segundo a Chancelaria chinesa, o comércio internacional sofre um duro golpe

Hua Chunying, porta-voz da Chancelaria chinesa
Hua Chunying, porta-voz da Chancelaria chinesa (Foto: Xinhua)
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Xinhua - A China declarou na quarta-feira (11) que o atual impasse envolvendo o Órgão de Apelação da Organização Mundial do Comércio (OMC) deu o golpe mais severo ao sistema comercial multilateral desde o estabelecimento da OMC em 1995.

"Infelizmente, o Órgão de Apelação da OMC se tornou outra vítima do unilateralismo e protecionismo dos EUA", disse a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Hua Chunying, em uma coletiva de imprensa regular.

"A comunidade internacional deve defender a equidade e a justiça, e não pode permitir que países ou indivíduos façam o que quiserem", disse Hua, enfatizando que a China acredita que suas preocupações são compartilhadas pela grande maioria da comunidade internacional.

Os EUA estão atuando arbitrariamente, obstruindo os processos relevantes e paralisando o Órgão de Apelação, refletindo a fragilidade do sistema comercial multilateral, apontou Hua.

A China está disposta a trabalhar com os membros da OMC que compartilham o objetivo comum de continuar resolvendo os desafios enfrentados pela entidade, disse a porta-voz.

A OMC não será capaz de revisar as decisões de disputas entre países porque seu Órgão de Apelação não terá juízes suficientes a partir de quarta-feira.

O Órgão de Apelação, considerado como o supremo tribunal da OMC, deve ter sete juízes. São necessários pelo menos três membros para escutar uma apelação. Como os mandatos de dois dos três juízes restantes expiraram em 10 de dezembro e os Estados Unidos bloquearam a nomeação de novos juízes, o Órgão de Apelação não poderá ouvir novas disputas.

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