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China não se unirá às negociações de controle de armas com EUA e Rússia

A China não tem nenhuma intenção de participar das chamadas negociações trilaterais de controle de armas China-EUA-Rússia, disse na última sexta-feira o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Zhao Lijian

Zhao Lijian, porta-voz da Chancelaria chinesa (Foto: Diário do Povo)

247 - A China está disposta a continuar trabalhando com todas as partes para fortalecer a comunicação e a coordenação sob o marco dos mecanismos multilaterais atuais, disse o porta-voz da Chancelaria,  Zhao Lijian em uma coletiva de imprensa na última sexta-feira (6).

Zhao fez os comentários ao responder a uma declaração dos Estados Unidos pelo 50° aniversário da entrada em vigor do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP) de que proporia uma nova iniciativa trilateral de controle de armas com a Rússia e a China para ajudar a evitar uma corrida aos armamentos e, em troca, trabalhar juntos para construir um futuro melhor, mais seguro e mais próspero para todos.

Zhao disse que a China reiterou repetidamente que não tem nenhuma intenção de unir-se às chamadas negociações trilaterais de controle de armas China-EUA-Rússia, e que sua posição a esse respeito é muito clara.

Em relação ao tema do desarmamento nuclear, é urgente que os Estados Unidos respondam ao chamado da Rússia para estender o Novo Tratado de Redução de Armas Estratégicas e diminuir mais seu enorme arsenal nuclear, o que criará as condições para que outros países com armas nucleares se unam às negociações multilaterais de desarmamento nuclear.

Zhao disse que a China sempre busca uma política de defesa nacional de natureza defensiva. A energia nuclear da China sempre tem sido mantida no nível mais baixo necessário para a segurança nacional, o que não está na mesma escala que os enormes arsenais nucleares dos Estados Unidos e Rússia.

"A China está comprometida com o caminho do desenvolvimento pacífico e não participou, nem o fará, de nenhuma forma em uma corrida armamentista" afirmou Zhao.

As informações são da Xinhua. Leia também.