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China pede que EUA não se retirem de tratado nuclear com a Rússia

Os Estados Unidos deveriam resolver suas divergências com a Rússia por meio do diálogo, em vez de ameaçar se retirar de um importante tratado de controle de armas nucleares entre as duas nações, disse neste sábado (2) o Ministério das Relações Exteriores da China

China pede que EUA não se retirem de tratado nuclear com a Rússia

247, com Reuters - Os Estados Unidos deveriam resolver suas divergências com a Rússia por meio do diálogo, em vez de ameaçar se retirar de um importante tratado de controle de armas nucleares entre as duas nações, disse neste sábado (2) o Ministério das Relações Exteriores da China.

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, disse na sexta-feira que Washington se retiraria do Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário (INF, na sigla em inglês) de 1987 com a Rússia dentro de seis meses, a menos que a Rússia voltasse ao "cumprimento total e verificável" do tratado.

Washington alega que o novo míssil de cruzeiro Novator 9M729 da Rússia viola o acordo, que proíbe lançamentos de mísseis balísticos e de cruzeiro com faixas entre 500 e 5.500 km (310 a 3.420 milhas).

"Um tratado bilateral importante no controle de armamentos e desarmamento, o Tratado de Alcance Intermediário, tem grande importância na melhoria das relações entre as grandes potências, fortalecendo a paz internacional e regional e mantendo o equilíbrio estratégico global e a estabilidade", disse o Ministério de Relações Exteriores da China.

"A China insta os Estados Unidos e a Rússia a lidar adequadamente com suas diferenças por meio de um diálogo construtivo", diz o comunicado, alertando que a retirada unilateral poderia desencadear "consequências negativas".

O acordo expira oficialmente no início de 2021, mas pode ser prorrogado por mais cinco anos se tanto Washington quanto Moscou concordarem. No entanto, autoridades russas acusaram os Estados Unidos de inventarem um pretexto para pôr fim ao tratado, permitindo-lhes desenvolver novas armas.

O Ministério das Relações Exteriores da China disse que não é a favor da elaboração de um acordo multilateral de controle de armas para substituir o Tratado INF, dizendo que as questões são muito complicadas e que os acordos existentes devem ser mantidos e implementados.