China reconhece negociação de armas com Kadafi
Governo admite que empresas de seu pas receberam representantes do ditador lbio. No entanto, no confirma repasse de armamento. A venda violaria resoluo das Naes Unidas
247 com agências internacionais – Após denúnca do jornal canadense Globe and Mail, o governo da China reconheceu nesta segunda-feira que empresas de armas de seu país tiveram contatos em julho passado com representantes do líder líbio Muammar Kadafi para a venda de armas. "Após haver realizado algumas verificações, comprovamos que o regime de Kadafi enviou a sua gente à China para manter contatos com certos indivíduos de empresas chinesas em julho, sem conhecimento do Governo", disse em entrevista coletiva a porta-voz da Chancelaria chinesa, Jiang Yu. As empresas chinesas "não assinaram nenhum contrato de comércio de armamento da Líbia nem forneceram exportações militares à Líbia", acrescentou.
Segundo a Agência Estado, um memorando encontrado por um repórter do jornal canadense Globe and Mail narra uma visita a Pequim de funcionários da Autoridade de Suprimento. Nela, a China oferece foguetes portáteis, lançadores de foguetes e mísseis antitanque fabricados por três empresas. A única condição era de que as armas fossem entregues por meio da Argélia ou da África do Sul, para evitar que a China fosse flagrada. Omar Hariri, chefe do Conselho Militar do governo de transição, disse acreditar que elas foram entregues, já que armas novas estavam em poder das tropas de Kadafi.
