China: Reforma e abertura para garantir crescimento econômico de alta qualidade

A política de reforma e abertura da China, um importante motor que tem conduzido a economia chinesa nos últimos 40 anos, irá assegurar um crescimento econômico de qualidade elevada no futuro. Este foi o consenso a que chegaram acadêmicos e empreendedores durante um seminário em Pequim, ocorrido em 16 de setembro

China: Reforma e abertura para garantir crescimento econômico de alta qualidade
China: Reforma e abertura para garantir crescimento econômico de alta qualidade

247, com Diário do Povo - A política de reforma e abertura da China, um importante motor que tem conduzido a economia chinesa nos últimos 40 anos, irá assegurar um crescimento econômico de qualidade elevada no futuro. Este foi o consenso a que chegaram acadêmicos e empreendedores durante um seminário em Pequim, ocorrido em 16 de setembro.

Durante a Sessão Especial do Fórum de Desenvolvimento da China, organizado pela Fundação de Investigação e Desenvolvimento da China, acadêmicos e representantes de negócios partilharam as suas opiniões sobre os marcos atingidos pela China ao longo das últimas 4 décadas, bem como a prosperidade que poderá ser atingida no futuro como fruto dessa medida.

"O PIB da China, calculado a preços comparáveis, atingiu um crescimento médio anual de 9.5% nos últimos 40 anos, muito acima da média mundial de 2.9% no mesmo período de tempo", disse Li Wei, ministro do Centro de Investigação para o Desenvolvimento do Conselho de Estado.

Quando o seu PIB excedeu os 80 trilhões de yuans em 2017, a segunda maior economia mundial havia se tornado o maior país industrial, o maior detentor de reservas cambiais, e a segunda maior nação em matéria de investigação e desenvolvimento, acrescentou Li.

Ao longo das últimas quatro décadas, 700 milhões de chineses foram retirados da pobreza absoluta, perfazendo mais de 70% da redução da pobreza no mundo neste período. A esperança média de vida dos chineses subiu para 76.7 em 2017 face a 67.8 em 1981.

Além disso, a média de anos de educação para cidadãos com mais de 15 anos aumentou para 9.6 em 2017 de 5.3 em 1982.

A China tornou-se um motor do crescimento econômico global ao manter a sua contribuição para este efeito em mais de 30% por vários anos.

Por um lado, a China garante um mercado internacional com diversos produtos de elevada qualidade a preços baixos, enquanto maior exportador do mundo, por outro lado, o país oferece ao resto da comunidade internacional a partilha dos frutos econômicos, ao permitir o acesso ao seu mercado de mais de um bilhão de consumidores como segundos maiores importadores do mundo.

Enquanto país em desenvolvimento que atrai capital estrangeiro, a China tem oferecido dividendos do seu desenvolvimento econômico a empresas fundadas no exterior.

Além disso, as empresas chinesas estão também acelerando a sua expansão para o exterior, a qual, por seu turno, promove o desenvolvimento econômico e tecnológico nos seus destinos de investimento.

A reforma e abertura da China trouxe de modo incessante imensos benefícios para a China e para o resto do mundo, afirma Robert Zoellick, presidente da Board of Alliance Bernstein Corporation e ex-presidente do Banco Mundial.

Ele acredita que uma política de maior abertura irá facilitar a globalização econômica, sugerindo que a China deve continuar a depender da reforma e abertura para estimular a confiança no mercado global.

As reformas nos direitos de propriedade e mercados deverão ser simultaneamente aplicadas, visando assegurar a efetividade das reformas do sistema econômico, segundo Yang Weimin, vice-diretor do Comitê de Assuntos Econômicos da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês.

A China planeja ainda reduzir a interferência do governo na alocação de recursos, dando mais liberdade de escolha ao mercado, acrescentou Yang.

O setor privado conseguiu enormes progressos desde a reforma e abertura, e o desenvolvimento econômico da China na próxima fase deve depender mais da inovação independente, disse Fan Gang, presidente do Instituto de Desenvolvimento da China.

Por sua vez, o presidente da BMW na China, Jochen Goller, afirmou que a China emitiu um importante sinal do aprofundamento da sua abertura, ao reduzir as tarifas em automóveis de 25% para 15%.

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