Com governo decente, Bolívia recebe vacina Sputnik e começa a vacinar sua população

O presidente Luis Arce disse que a vacinação começa nesta sexta-feira; Brasil é apontado em pesquisa como o pior país do mundo no enfrentamento da doença

Luis Arce
Luis Arce (Foto: Reprodução/Twitter)
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Sputnik – O presidente da Bolívia, Luis Arce, confirmou nesta quinta-feira (28) que a campanha imunização contra a COVID-19 no país terá início nesta sexta-feira (29), com a aplicação das primeiras doses da vacina russa Sputnik V, que chegaram ao país também nesta quinta-feira (28).

"Vamos começar a vacinação amanhã [sexta-feira, 29] nos nove departamentos, aos poucos, é claro, à medida que as vacinas chegam aos locais que já contam com a rede de frio", disse Arce a repórteres na recepção dos imunizantes russos.

Pelo Twitter, o presidente comemorou a chegada das vacinas à Bolívia.

​Chegaram as vacinas #SputnikV à #Bolívia! #VamosEmFrente. Ao vivo pelo seguinte endereço. 

As vacinas viajaram de Moscou a Buenos Aires e, depois, da capital argentina até a Bolívia. O presidente recebeu no final da tarde desta quinta-feira (28), no aeroporto de El Alto, o primeiro lote com 20 mil doses da Sputnik V. Em seguida, Arce conduziu a caravana que deixou as vacinas em um armazém refrigerado no centro da capital La Paz.

"Com certeza, é um dia histórico", disse Arce à imprensa, reafirmando que a vacinação será uma "solução" para que "nesta administração de 2021 seja erradicado o coronavírus" no país.

O porta-voz do governo Jorge Richter já havia anunciado que as primeiras aplicações da Sputnik V acontecerão na cidade de Santa Cruz, capital do departamento do país mais atingido pela pandemia, que concentra mais de um terço dos 208 mil casos de COVID-19 registrados na Bolívia.

Os profissionais de saúde serão os primeiros imunizados na Bolívia. Em seguida, a vacinação será estendida a todos os bolivianos maiores de 18 anos a partir de março.

A Bolívia já assegurou a aquisição de 5,2 milhões de doses da Sputnik V. Além da vacina russa, o país terá outras 10,1 milhões de injeções, entre as adquiridas em contrato com a AstraZeneca e as que serão recebidas do consórcio Covax.

"Infelizmente todo mundo quer vacinas, os países estão brigando, e isso também gerou alguns problemas com os produtores, mas temos confiança que os contratos serão cumpridos", disse Arce.

A Bolívia se juntará, além da Rússia, à Argentina, Hungria, Bielorrússia e vários outros países que já estão aplicando a Sputnik V em suas respectivas populações.

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