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Com reserva de 11 bilhões de barris, Guiana já descobriu na Margem Equatorial 75% do petróleo do Brasil

Enquanto o Brasil ainda está nos primeiros passos da exploração, a Guiana e o Suriname têm avançado significativamente

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Plataforma da Petrobras em Campos (Foto: REUTERS/Jamil Bittar)
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247 — A chamada Margem Equatorial, uma vasta área que vem sendo apelidada de novo pré-sal brasileiro, tem se mostrado uma fonte de riqueza inestimável para a Guiana. Desde a primeira descoberta de petróleo na região em 2015, pela gigante norte-americana ExxonMobil, o país não parou de colher os frutos do solo oceânico. Oito anos após essa pioneira descoberta, a Guiana já acumula uma reserva estimada em 11 bilhões de barris de petróleo, representando aproximadamente 75% da reserva total de petróleo do Brasil, atualmente em 14,8 bilhões de barris, incluindo as descobertas no pré-sal. A região conhecida como Margem Equatorial estende-se da Guiana até o Estado do Rio Grande do Norte, no Brasil, sendo a Guiana Francesa a única exceção, ainda não explorando petróleo na área. Enquanto o Brasil ainda está nos primeiros passos da exploração, a Guiana e o Suriname têm avançado significativamente. O Suriname fez sua primeira descoberta em 2020, revelando um potencial de extração de cerca de 4 bilhões de barris, o equivalente a cerca de 27% das reservas brasileiras.

No entanto, a produção comercial nessas novas fronteiras ainda engatinha devido a diversos obstáculos, incluindo aprovações de órgãos reguladores, construção de infraestrutura offshore e, crucialmente, licenciamento ambiental. Enquanto a Guiana começou a extração de óleo em 2019 e já produz 375 mil barris de óleo equivalente (boe) por dia, com planos para expandir para 1,2 milhão de boe por dia até 2027, o Brasil atualmente produz cerca de 3,2 milhões de boe/dia, de acordo com dados de junho. A porção brasileira da Margem Equatorial compreende cinco bacias sedimentares, incluindo a Foz do Amazonas, Pará-Maranhão, Barreirinhas, Ceará e Potiguar. Dos 42 blocos de exploração concedidos pela ANP (Agência Nacional de Petróleo e Gás Natural) na região, 11 devem receber investimentos de aproximadamente R$ 11 bilhões nos próximos cinco anos, um valor que pode aumentar consideravelmente caso os desafios com licenciamentos ambientais sejam superados.

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A Petrobras, que opera 17 blocos na Margem Equatorial e possui participação em outros operados por petroleiras privadas, é uma das principais investidoras na região. Seu plano de investimentos para o período de 2022-2026 destina cerca de 49% dos US$ 6 bilhões previstos para exploração às bacias da Margem Equatorial, dependendo, é claro, da obtenção das devidas licenças ambientais. Outras 13 empresas, incluindo a britânica Shell e as brasileiras Enauta e Prio (PetroRio), também atuam na Margem Equatorial brasileira, seja como operadoras ou com participações minoritárias nas concessões. O cenário promissor da região equatoriana do Brasil torna-se evidente, mas as questões ambientais e regulatórias continuarão a ser desafios cruciais para sua expansão.

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