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Conselho de Segurança da ONU veta proposta dos EUA sobre o conflito entre Israel e palestinos

Para que uma resolução seja aprovada são necessários ao menos nove dos 15 votos e sem veto de algum dos membros permanentes (Estados Unidos, Reino Unido, França, Rússia e China)

Faixa de Gaza após bombardeios de Israel (Foto: Reprodução/Reuters)

247 - O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) não aprovou nesta quarta-feira (25) a resolução dos Estados Unidos sobre o conflito entre Israel e palestinos. São necessários pelo menos nove dos 15 membros do Conselho e sem veto de algum dos cinco membros permanentes (Rússia, China, Estados Unidos, Reino Unido e França) - no caso dos cinco países, basta apenas um deles votar contra um projeto para que o mesmo não seja aprovado. Representantes dos governos russo, chinês e dos Emirados Árabes Unidos rejeitaram o texto. Dez países aprovaram o documento - Albânia, Equador, EUA, França, Gabão, Gana, Japão, Malta, Suíça e Reino Unido).

Os EUA vetaram, na semana passada, uma resolução elaborada pelo Brasil, que havia recebido 12 votos a favor. Washington criticou a falta de menção ao "direito de Israel de se defender". Representantes de mais de 50 países emitiram posicionamentos contrários ao veto dos norte-americanos. 

Em 19 dias de conflito no Oriente Médio, o número de mortos fica acima dos 8 mil - cerca de 6.546 na Faixa de Gaza, 1.402 em Israel e 102 na Cisjordânia. No começo do mês, o governo israelense, do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, afirmou ter sido atacado por integrantes do grupo islâmico Hamas, que governam Gaza, entre Israel, na Ásia, e o Egito, na África. Palestinos também ocupam a Cisjordânia e dizem ter como capital Jerusalém Oriental. Na prática, as fronteiras ainda geram guerras no Oriente Médio.

A Cisjordânia é a maior das áreas ocupadas pelas pessoas palestinas. São quase 6 mil quilômetros quadrados (km²). Os Acordos de Armistício de 1949 definiram a fronteira provisória entre Israel e Jordânia. O território a oeste do Rio Jordão foi anexada à Jordânia, que passou a se chamar Cisjordânia. A anexação ainda causa discordâncias entre autoridades de países mais próximos do governo israelense e de outras nações com mais proximidade à região ocupada por palestinos.