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Contra ação em Gaza, Evo Morales passa a exigir visto a israelenses

Com isso, presidente da Bolívia renuncia a acordo firmado com o estado judaico em 1972, que permitia o ingresso de israelenses sem visto no país da América do Sul; por determinação de Evo Morales, Israel entra agora na lista 3, com baixo nível de relações diplomáticas com La Paz; em discurso, ele afirmou que "Israel é um estado terrorista" e chamou de genocídio o que ocorre na Faixa de Gaza

Com isso, presidente da Bolívia renuncia a acordo firmado com o estado judaico em 1972, que permitia o ingresso de israelenses sem visto no país da América do Sul; por determinação de Evo Morales, Israel entra agora na lista 3, com baixo nível de relações diplomáticas com La Paz; em discurso, ele afirmou que "Israel é um estado terrorista" e chamou de genocídio o que ocorre na Faixa de Gaza (Foto: Aline Lima)

247 – O presidente da Bolívia, Evo Morales, determinou nesta quarta-feira 30 o fim do acordo firmado com Israel em 1972 e a volta da exigência de vistos para a entrada de cidadãos israelenses no país da América do Sul. O gesto é uma ação contra os ataques do governo de Benjamin Netanyahu contra a facção islâmica Hamas, que comanda a Faixa de Gaza, conflito que já deixou mais de 1.000 palestinos mortos, a maioria civis, contra 56 israelenses, sendo 53 soldados.

Em discurso, Evo Morales considerou o conflito de genocídio e chamou Israel de "um Estado terrorista". O governo boliviano passou o Estado judaico para a lista 3, onde estão países com baixo nível de relações diplomáticas com La Paz, junto com Estados Unidos, China, Irã, Coreia do Norte, Síria, Indonésia e territórios palestinos.

Segundo ele, "passar [Israel] para a lista 3 significa que estamos declarando que Israel é um Estado terrorista. Lamentavelmente, o governo de Israel não respeita as convenções internacionais e os direitos humanos". Ontem, os presidentes dos países que formam o Mercosul – Brasil, Argentina, Uruguai, Venezuela e Paraguai – exigiram cessar-fogo imediato na Faixa de Gaza.