Coréia do Norte alerta que jogos podem levar à guerra nuclear incontrolável

Em editorial publicado em jornal estatal neste domingo (20), o regime de Kim Jong-un chamou os jogos de guerra planejados de “comportamento inconsequente” que está “levando a situação entre EUA e Coreia o Norte para uma fase incontrolável de guerra nuclear”; O editorial adicionou que os exercícios militares são como “jogar gasolina no fogo”, e que os EUA não seriam capazes de “se esquivar do ataque” que o regime alega estar preparado para lançar

Donald Trum e Kim Jong-un, da Coreia do Norte
Donald Trum e Kim Jong-un, da Coreia do Norte (Foto: Charles Nisz)

Carta Maior - Com os EUA e a Coréia do Sul preparados para iniciar exercícios militares em conjunto na segunda-feira, hoje, - e enquanto a administração Trump tenta amenizar as tensões depois de o presidente ameaçar levar “fogo e fúria” para a Coréia do Norte – o regime de Kim Jong-un publicou um editorial em um jornal estatal no domingo chamando os jogos de guerra planejados de “comportamento inconsequente” que está “levando a situação para uma fase incontrolável de guerra nuclear”.

O editorial adicionou que os exercícios militares são como “jogar gasolina no fogo”, e alertou que os EUA não seria capazes de “se esquivar do ataque” que o regime alega estar preparado para lançar.

“O Exército do Povo da Coréia está em alerta máximo, totalmente preparado para conter os inimigos”, continuou o editorial. “Serão necessários passos resolutivos se o menor sinal de guerra for avistado.”

“Se os EUA está perdido em uma fantasia de que a guerra na península está batendo na porta de outro do outro lado do Pacífico, está mais errado do que nunca”, concluiu o editorial.

Os exercícios militares dos EUA e da Coréia do Sul estão programados para durar 10 dias, e consistirão em 17.500 tropas norte-americanas e 50.000 tropas sul-coreanas.

Como notou a Associated Press, as simulações “têm mais potencial para provocar do que nunca”, e alguns estão pedindo que os países “adiem ou modifiquem drasticamente as simulações para amenizar a hostilidade na península coreana”.

Tensões entre os EUA e a Coréia do Norte estão altas enquanto o Norte continua a desenvolver suas capacidades nucleares e enquanto os presidente dos EUA, Donald Trump, continua a atiçar as tensões respondendo de modo errado. Trump, recentemente, sugeriu que suas análises de “fogo e fúria” não foram duras o suficiente.

Como resultado, um número crescente de políticos está pedindo quea “bola nuclear” seja tirada de Trump.

“Nenhum presidete norte-americano, certamente não Trump, deveria ter autoridade exclusiva para iniciar uma guerra não provocada”, argumentou o senador Ed Markey (Democratas-Massachussets).

De acordo com uma pesquisa recente da CBS News, quase 60% dos norte-americanos estão “inquietos” com a habilidade de Trump de lidar de maneira sensata com a Coréia do Norte, e a mesma porcentagem acredita que os EUA não deveria estar ameaçando Pyongyang com ações militares.

Como já relatou o Common Dreams, ativistas e analistas divulgaram pedidos urgentes por diplomacia nas últimas semanas enquanto as tensões aumentavam. O fracasso em perseguir vertentes diplomáticas pode resultar em um “pesadelo nuclear”, alguns já alertaram.

“O tempo já provou que a coerção não funciona”, escreveu recentemente Medea Benjamin, co-fundador do CODEPINK. “Há uma necessidade urgente de apertar o botão de resetar na política sobre a Coréia do Norte.”

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