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Corte Interamericana diz que região olha com medo para o Brasil

"Está na carta democrática americana dispositivo que fala da democracia representativa. Seu afastamento há de ser feito dentro da legalidade e da estrita letra da lei [...] Esta é uma preocupação de todos os povos do continente, que estão olhando para o Brasil com toda a atenção, alguns com medo", afirmou o presidente da Corte Interamericana de Direitos Humanos (Corte IDH), juiz Roberto de Figueiredo Caldas; ele também criticou a divulgação de áudios de investigados pelo juiz Sérgio Moro, da Lava Jato 

"Está na carta democrática americana dispositivo que fala da democracia representativa. Seu afastamento há de ser feito dentro da legalidade e da estrita letra da lei [...] Esta é uma preocupação de todos os povos do continente, que estão olhando para o Brasil com toda a atenção, alguns com medo", afirmou o presidente da Corte Interamericana de Direitos Humanos (Corte IDH), juiz Roberto de Figueiredo Caldas; ele também criticou a divulgação de áudios de investigados pelo juiz Sérgio Moro, da Lava Jato  (Foto: Roberta Namour)
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247 - O presidente da Corte Interamericana de Direitos Humanos (Corte IDH), juiz Roberto de Figueiredo Caldas, criticou a divulgação de áudios de investigados pelo juiz Sérgio Moro, da Lava Jato, e disse que o continente está olhando para o Brasil, "alguns [povos] com medo".

"Está na carta democrática americana dispositivo que fala da democracia representativa. Seu afastamento há de ser feito dentro da legalidade e da estrita letra da lei [...] Esta é uma preocupação de todos os povos do continente, que estão olhando para o Brasil com toda a atenção, alguns com medo", afirmou Caldas.

"Eu diria que não é um recado, é um pronunciamento, trazendo uma preocupação que me chega todos os dias porque de fato dizem: se acontece com o Brasil, quem será o próximo?", justificou, sem denominar o que "acontece com o Brasil", completou.

Sobre a divulgação dos grampos por Moro, condenou a pratica. Segundo ele, vazamentos de trechos de um inquérito tendem a comprometer a independência do magistrado que venha a julgar aquele caso.

"Em alguns países, quando se divulga elementos da investigação, esses elementos se tornam nulos. Nulos. Por que? Porque ao levar ao escrutínio público, antecipa a majestade do julgamento do juiz natural e originário da causa", explicou.

Leia aqui reportagem de Gabriel Mascarenhas sobre o assunto.