Cristina Kirchner: não há mais estado de direito na América Latina

Um dos motivos apontados pela ex-presidente argentina foi o golpe desferido pela quadrilha do PMDB, com apoio do PSDB e conivência do STF, contra a presidente Dilma Rousseff e a democracia brasileira

Presidente da Argentina, Cristina Kirchner, durante evento em Buenos Aires. 11/02/2015 REUTERS/Enrique Marcarian
Presidente da Argentina, Cristina Kirchner, durante evento em Buenos Aires. 11/02/2015 REUTERS/Enrique Marcarian (Foto: Leonardo Attuch)

Da Agência Sputinik

A ex-presidente argentina Cristina Kirchner afirmou em entrevista ao portal Infobae que não há estado de direito na Venezuela e na Argentina.

Para ela, a democracia está em "emergência" em toda a América Latina. Para demonstrar seu ponto, a ex-presidente apontou a violência contra jornalistas no México, o processo de destituição de Dilma Rousseff no Brasil, a prisão da ativista Milagro Sala na Argentina — a quem considera uma presa política, e a existência de presos políticos na Venezuela.

"[Nicolás] Maduro expulsou a Procuradora-Geral [Luisa Ortega], bem, aqui também querem expulsar a Procuradora-Geral. Parece-me que não se pode tomar uma medida de uma maneira se há um governo que é de esquerda populista e se o governo é de direita e eu gosto, está bem tudo o que ele faz."

Para Cristina, "possivelmente está muito questionado o estado de direito na Venezuela, porque há um estado de divisão e de fratura muito forte na sociedade".

Cristina Kirchner foi presidente da Argentina entre 2007 e 2015 e agora é candidata ao senado pela província de Buenos Aires. As eleições estão previstas para 22 de outubro. 

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