Cuba libera propriedade privada

Em sesso conduzida pelo presidente Ral Castro, parlamentares cubanos aprovaram um pacote de reformas econmicas que cria um limitado mercado na ilha, entre as medidas acatadas est o direito compra de imveis

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O Parlamento de Cuba aprovou nesta segunda-feira 1º um pacote de medidas de reformas econômicas que deve trazer mudanças importantes ao modelo comunista vigente no país. Entre as medidas acatadas pelos parlamentares está a comercialização de moradias, o que significa que os cubanos vão poder, pela primeira vez em 50 anos, comprar propriedades. Na prática, isso representa a volta gradual da propriedade privada à ilha.

A reforma foi aprovada pela Assembleia Nacional do Poder Popular, em uma das suas duas sessões anuais para discutir os rumos da economia do país, um encontro que poderá extrair algumas das reformas que o governo prometeu nos esforços para reviver a estagnada economia com uma dose de empreendimentos privados. Raúl Castro, que vem defendendo reformas que possibilitem a criação de um mercado livre limitado desde que recebeu o poder das mãos do irmão, Fidel, em 2008.

Diretrizes gerais para as reformas já foram aprovadas pelo Partido Comunista em abril, mas desde então houve relativamente pouca ação. O partido não é um corpo legislativo, por isso cabe ao Parlamento fazer o lançamento formal das reformas. O presidente cubano Raúl Castro afirmou recentemente que as reformas seguirão um ritmo próprio, sem serem adiantadas ou atrasadas.

O jornal estatal Granma disse que a sessão na Assembleia Nacional irá "analisar o progresso da economia no primeiro semestre de 2011 e o desenvolvimento do plano para atualizar o modelo econômico do país". Embora o governo tenha permitido que empresas sejam abertas em cerca de 200 atividades profissionais, Raúl enfatizou que o país não abandonou o socialismo e não existem sinais de que alguma grande empresa ou indústria estatal será privatizada em breve.

 

 

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