Cuba não se opõe à participação dos seus compatriotas no conflito ucraniano no lado russo
Embaixador cubano em Moscou esclarece posição em meio à detenção de cubanos por suposto recrutamento ilegal
Sputnik - Cuba não se opõe à participação legal de seus concidadãos na operação militar russa na Ucrânia, embora condene atividades ilegais, disse à Sputnik o embaixador cubano em Moscou, Julio Antonio Garmendía Peña, no contexto da detenção em Cuba de 17 pessoas por suposto recrutamento para o conflito ucraniano.
“Não temos nada contra os cubanos que querem apenas assinar um contrato e participar legalmente nesta operação com o Exército Russo. Mas nos opomos à ilegalidade e a estas operações, que nada têm a ver com o âmbito legal”, disse Garmendía.
Sublinhou que “os golpistas e bandidos estão por todo lado”.
“Estamos falando de pessoas más que, a partir de uma questão tão importante como uma operação militar, como as relações entre os nossos países, querem ganhar dinheiro, querem pôr notas no bolso e praticar atividades ilegais”, disse.
O embaixador especificou que todos os detidos são cidadãos de Cuba.
No dia 4 de setembro, o Ministério das Relações Exteriores de Cuba informou que o Ministério do Interior havia detectado e estava trabalhando na neutralização e desmantelamento de uma rede de tráfico de pessoas que supostamente operava a partir da Rússia para incorporar cidadãos cubanos ali residentes, e mesmo alguns de Cuba, nas operações de guerra na Ucrânia.
