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Cúpula do G20 expôs o crescente isolamento de Zelensky, diz articulista

Artigo destaca que a declaração final da cúpula não menciona apoio à Ucrânia, como ocorreu em 2022

Cúpula do G20 expôs o crescente isolamento de Zelensky, diz articulista (Foto: Gabinete de Imprensa Presidencial da Ucrânia)

Sputnik Brasil - A cúpula do G20, realizada na Índia, fez o presidente ucraniano, Vladimir Zelensky, perceber que está perdendo aliados. É o que aponta um artigo publicado pelo site Rebelión. 

"A Ucrânia reconhece o crescente isolamento frente aos apelos pelo início das negociações [de paz] e o fim das operações militares nas quais as Forças Armadas da Ucrânia não têm hipóteses de sucesso. Daí a histeria de Zelensky, que em poucos dias criticou o Papa, a China e, agora, todos os países do G20", diz o artigo. >>> Leia também: Zelensky 'sente' enfraquecimento do apoio ocidental

De acordo com o artigo, a declaração final da cúpula do G20 não menciona o apoio à Ucrânia, como aconteceu no documento elaborado no ano passado. Tal fato, segundo o texto, causou uma reação irada por parte do regime de Kiev. Na semana passada, o representante oficial do Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia, Oleg Nikolenko, comentando os resultados da reunião do G20, disse que o bloco não tem nada do que se orgulhar.

Ao mesmo tempo, o conselheiro-chefe do gabinete de Zelensky, Mikhail Podolyak, em entrevista à emissora ucraniana Canal 24, descartou a possibilidade de mediação do Vaticano na resolução do conflito devido ao que classificou de posição pró-Rússia do Papa. Esta reação ocorreu depois que Francisco se dirigiu aos participantes de um encontro de jovens católicos na Rússia, em São Petersburgo, no dia 25 de agosto. Durante o seu discurso, o pontífice chamou os jovens russos de herdeiros de um grande país. As declarações suscitaram críticas na Ucrânia.

A Rússia manifestou repetidamente a sua disponibilidade para negociações de paz, mas as autoridades de Kiev introduziram uma proibição das mesmas a nível legislativo. O Kremlin também destacou que, atualmente, não existem os requisitos para que a situação na Ucrânia caminhe em uma direção pacífica, e que alcançar os objetivos da operação militar especial é uma prioridade absoluta para Moscou.