Deputados dos EUA chamam Bolsonaro de líder 'com discurso de ódio, misógino e racista'

Parlamentares da bancada progressista norte-americana enviaram uma carta ao secretário de Estado, Mike Pompeo, condenando Trump por ter recebido e feito elogios a Bolsonaro; na carta, eles relatam preocupação com Bolsonaro, que "tem uma longa história de discurso de ódio homogêneo, misógino e racista, elogiou a tortura e expressou admiração pela ditadura militar do Brasil" e solicitam que os Estados Unidos peçam ao presidente do Brasil que "respeite os direitos humanos"

Deputados dos EUA chamam Bolsonaro de líder 'com discurso de ódio, misógino e racista'
Deputados dos EUA chamam Bolsonaro de líder 'com discurso de ódio, misógino e racista' (Foto: Alan Santos/PR)

247 - Os parlamentares da bancada progressista norte-americana Mark Pocan, Pramila Jayapal, Ro Khanna, Ilhan Omar e Raúl M. Grijalva enviaram uma carta ao secretário de Estado, Mike Pompeo, condenando Donald Trump por ter recebido e feito elogios ao presidente brasileiro Jair Bolsonaro, informa O Globo. Na carta, eles relatam preocupação com Bolsonaro, que "tem uma longa história de discurso de ódio homogêneo, misógino e racista, elogiou a tortura e expressou admiração pela ditadura militar do Brasil" e solicitam que os Estados Unidos peçam ao presidente do Brasil que "respeite os direitos humanos de todos os brasileiros e os compromissos de seu país em promover proteção ambiental e dos direitos indígenas sob tratados internacionais".

A carta ressalta que houve aumento na violência e ameaças contra grupos minoritários desde que Jair Bolsonaro venceu as eleições em outubro de 2018, e citou o caso do deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ), que renunciou a seu terceiro mandato após sofrer ameaças de morte e pediu asilo no exterior, além do assassinato da vereadora também do PSOL carioca Marielle Franco. "Bolsonaro e seus filhos parecem manter laços com as milícias assassinas no Rio de Janeiro, incluindo os responsáveis pelo assassinato da proeminente afro-brasileira, a política LGBTQ e defensora dos direitos humanos Marielle Franco, há um ano".

Em outro trecho, a carta diz: "Seu governo agora está apoiando uma iniciativa que deve enfraquecer ainda mais a prestação de contas em torno dos assassinatos cometidos pela polícia, que visam desproporcionalmente a juventude afro-brasileira (...) em um momento em que o extremismo da direita está em ascensão em todo o mundo, os Estados Unidos devem defender valores universais como a tolerância e o respeito pelos direitos humanos (...). Em vez de lançar o tapete vermelho para Bolsonaro, os Estados Unidos devem pedir ao presidente do Brasil que respeite os direitos humanos de todos os brasileiros e que respeite os compromissos de seu país em promover proteções ambientais e direitos indígenas sob tratados internacionais".

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