Dezenas de cidades americanas têm protestos contra ataque na Síria

Ativistas e cidadãos em geral tomaram as ruas de diversas cidades dos Estados Unidos nesta sexta-feira para protestar contra o recente ataque ordenado pelo presidente Donald Trump contra uma base aérea das Forças Armadas da Síria

Ativistas e cidadãos em geral tomaram as ruas de diversas cidades dos Estados Unidos nesta sexta-feira para protestar contra o recente ataque ordenado pelo presidente Donald Trump contra uma base aérea das Forças Armadas da Síria
Ativistas e cidadãos em geral tomaram as ruas de diversas cidades dos Estados Unidos nesta sexta-feira para protestar contra o recente ataque ordenado pelo presidente Donald Trump contra uma base aérea das Forças Armadas da Síria (Foto: Leonardo Attuch)

Da Agência Sputinik

Ativistas e cidadãos em geral tomaram as ruas de diversas cidades dos Estados Unidos nesta sexta-feira para protestar contra o recente ataque ordenado pelo presidente Donald Trump contra uma base aérea das Forças Armadas da Síria.

Em Washington D.C., capital do país, uma multidão se reuniu em frente à Casa Branca para gritar palavras de ordem e indignação contra o atual chefe de Estado norte-americano, que, em sua campanha eleitoral, tinha prometido interferir menos em assuntos de outros países e se preocupar mais com questões internas dos EUA. 

 

No coração financeiro dos Estados Unidos, Nova York, e também em Chicago, os manifestantes ocuparam áreas próximas à Trump Tower e ao Trump International Hotel and Tower pedindo o fim da guerra na república árabe.

"Jogar bombas na Síria depois de proibir a entrada de refugiados sírios é como trancar pessoas em um prédio e depois incendiá-lo."

Em Boston, Massachusetts, americanos dizem que querem diplomacia para resolver a questão síria, e não mísseis.

 

"Trump, seu mentiroso, pare de bombardear a Síria", diz um cartaz segurado por uma manifestante na Filadélfia, Pensilvânia:

 

Na madrugada desta sexta-feira, noite de quinta no Brasil, os destróieres americanos USS Porter e USS Ross, posicionados no Mediterrâneo, dispararam 59 mísseis Tomahawk contra a base síria de Shayrat, perto da cidade de Homs. A administração Trump alegou que o bombardeio seria uma retaliação pelo fato de que o local havia sido utilizado como ponto de partida para o recente ataque com armas químicas em Idlib, que Washington e boa parte do Ocidente atribuem ao governo sírio, mesmo sem investigar. No entanto, para os envolvidos nas manifestações que ocorrem em pelo menos 35 cidades dos EUA, a motivação humanitária de Trump não passa de uma desculpa, muito parecida com a utilizada por George W. Bush em 2003 (invasão do Iraque), para atacar a Síria com o objetivo de derrubar o atual regime, matando ainda mais civis durante o processo. 

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