Dezenas são mortos em tumulto e incêndio na Ucrânia

Pelo menos 42 pessoas foram mortas em combates entre apoiadores e oponentes da Rússia no sul da Ucrânia, que terminaram com os manifestantes pró-Rússia presos em um edifício em chamas, trazendo o país para mais perto da guerra; rebeldes pró-Rússia no leste libertaram sete observadores militares europeus neste sábado, após mantê-los como reféns por oito dias

www.brasil247.com - A pro-Russian activist tent camp burns in front of the trade union building in Odessa May 2, 2014. At least 38 people were killed in a fire on Friday in the trade union building in the centre of Ukraine's southern port city of Odessa, regional police said
A pro-Russian activist tent camp burns in front of the trade union building in Odessa May 2, 2014. At least 38 people were killed in a fire on Friday in the trade union building in the centre of Ukraine's southern port city of Odessa, regional police said (Foto: Gisele Federicce)


Por Oleksander Miliukov e Maria Tsvetkova

ODESSA/SLAVIANSK, 3 Mai (Reuters) - Pelo menos 42 pessoas foram mortas em combates entre apoiadores e oponentes da Rússia no sul da Ucrânia, que terminaram com os manifestantes pró-Rússia presos em um edifício em chamas, trazendo o país para mais perto da guerra.

Rebeldes pró-Rússia no leste libertaram sete observadores militares europeus neste sábado, após mantê-los como reféns por oito dias, enquanto Kiev continuou com campanha militar para retomar território detido por rebeldes na área.

O tumulto no porto de Odessa no Mar Negro, que acabou em incêndio em edifício sindical, foi de longe o pior incidente na Ucrânia desde levante em fevereiro que terminou com o presidente pró-Russo fugindo do país.

Também espalhou a violência do centro da zona separatista no leste para uma área longe da fronteira russa, levantando a possibilidade de que as turbulências se disseminem mais amplamente pelo país, que tem população de 45 milhões e é do tamanho da França.

O massacre em Odessa veio no mesmo dia do maior esforço até agora do governo de Kiev para reassegurar o controle sobre áreas separatistas no leste, a centenas de quilômetros de distância, onde rebeldes pró-Rússia fortemente armados proclamaram a "República Popular de Donetsk".

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