Dia da Mulher na Argentina terá protestos antigoverno
No Dia Internacional da Mulher, a Argentina experimenta mais uma vez uma série de manifestações e protestos; como já ocorre desde 2015, movimentos sociais farão marchas em Buenos Aires e no interior do país, além de uma greve geral de mulheres; a cada ano, a lista de reivindicações aumenta; nos primeiros protestos, o tema central era a questão da violência contra mulheres; depois, veio surgiu a defesa de uma lei que permitisse o aborto de forma gratuita e na rede hospitalar pública —em decisão tomada pela mulher
247 - No Dia Internacional da Mulher, a Argentina experimenta mais uma vez uma série de manifestações e protestos. Como já ocorre desde 2015, movimentos sociais farão marchas em Buenos Aires e no interior do país, além de uma greve geral de mulheres. A cada ano, a lista de reivindicações aumenta. Nos primeiros protestos, o tema central era a questão da violência contra mulheres. Depois, veio surgiu a defesa de uma lei que permitisse o aborto de forma gratuita e na rede hospitalar pública —em decisão tomada pela mulher.
A reportagem do jornal Folha de S. Paulo informa que "outros pleitos contemplam mais cotas de representação parlamentar, fim da desigualdade salarial e o pedido de políticas mais eficientes para evitar abusos sexuais, principalmente contra menores de idade. 'No ano passado, tivemos 350 mil pessoas marchando desde o Congresso até a Praça de Maio. Neste ano, pretendemos superar essa marca, e queremos aumentar também a participação de homens, que no ano passado já foi bastante significativa', diz Florencia Minici, uma das fundadoras do grupo #NiUnaMenos, surgido em 2015 para pedir o fim da violência contra a mulher."
Segundo a matéria, "apesar de existir uma lei que tipifica o feminicídio como crime e estabelece penas mais duras para o delito, as estatísticas na Argentina ainda são altas. Só em 2019, já houve 45 assassinatos de mulheres, a maioria vítima de violência doméstica."
