Ditador que matou o tio diz que limpou imundície

O líder norte-coreano Kim Jong Un fez a primeira referência à execução de seu poderoso tio em uma mensagem de Ano Novo; "Nosso partido tomou medidas firmes para livrar-se da imundícia faccionária que permeava o partido", disse Kim em um discurso transmitido pela TV estatal

North Korean leader Kim Jong-un arrives for the opening ceremony of the Cemetery of Fallen Fighters of the Korean People's Army (KPA) in Pyongyang July 25, 2013, as part of celebrations ahead of the 60th anniversary of the signing of a truce in the 1950-1
North Korean leader Kim Jong-un arrives for the opening ceremony of the Cemetery of Fallen Fighters of the Korean People's Army (KPA) in Pyongyang July 25, 2013, as part of celebrations ahead of the 60th anniversary of the signing of a truce in the 1950-1 (Foto: Leonardo Attuch)

Por Ju-min Park

SEUL, 1 Jan (Reuters) - O líder norte-coreano Kim Jong Un fez a primeira referência à execução de seu poderoso tio em uma mensagem de Ano Novo, dizendo que o partido que comanda o país tornou-se mais forte após livrar-se de "imundícia faccionária".

Ele também pediu melhores relações com a Coreia do Sul, alertando que outra guerra na península coreana causaria um enorme desastre nuclear que poderia atingir os Estados Unidos.

Kim Jong Un, terceira geração da sua família a governar a Coreia do Norte, não referiu-se nominalmente ao tio Jang Song Thaek, que foi executado no mês passado em uma rara punição pública por crimes contra o interesse nacional e contra o Partido dos Trabalhadores, que comanda o país.

"Nosso partido tomou medidas firmes para livrar-se da imundícia faccionária que permeava o partido", disse Kim em um discurso transmitido pela TV estatal.

"Nossa unidade fortaleceu-se cem vezes e as linhas revolucionárias e do partido tornaram-se mais sólidas ao expelir facções antipartido e antirrevolucionárias", acrescentou.

Depois da morte inesperada do pai de Kim, em dezembro de 2011, Jang atuou como tutor de seu jovem sobrinho enquanto Kim estabelecia-se no poder. Com a execução, Kim pode ter decidido remover o único homem que poderia oferecer alguma ameaça real a ele.

O pedido de Kim para melhores laços com o Sul ocorreu depois de ameaças de Pyongyang, no mês passado, de que poderia atacar Seul sem aviso.

"Está na hora acabar com abusos e calúnias que servem apenas para fazer o mal... Nós tentaremos melhorar os laços Norte-Sul", disse Kim, acrescentando que "as nuvens negras da guerra nuclear pairam constantemente sobre a península coreana."

(Reportagem adicional de Jane Chung)

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