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Dois morrem em funeral de líder da oposição na Síria

Foras de segurana abriram fogo contra milhares de pessoas que acompanhavam o funeral, neste sbado, do lder de oposio curda, Mashaal Tammo, assassinado ontem no nordeste do pas

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Forças de segurança abriram fogo contra milhares de pessoas que acompanhavam nas ruas de Qamishli o funeral, neste sábado, do proeminente e carismático líder de oposição curda, Mashaal Tammo assassinado ontem no nordeste da Síria. Pelo menos duas pessoas morreram, segundo testemunhas. A violência segue-se há sete meses de revolta contra o presidente Sírio, Bashar Assad.

Os ativistas disseram que as forças de segurança abriram fogo também contra pessoas que acompanhavam o cortejo de três pessoas mortas hoje no subúrbio de Douma, em Damasco. Dez pessoas foram atingidas, segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos com sede em Londres.

O cortejo ao corpo de Tammo transformou-se em um protesto com pessoas gritando pela deposição de Assad, alguns pedindo sua execução. Segundo o ativista curdo e advogado Mustafa Osso, mais de 50 mil pessoas acompanhavam o cortejo.

O Comitê de Coordenação Local disse que pelo menos uma pessoa foi morta e outras feridas pelos tiros das forças de segurança. O grupo disse que a cidade de Qamishli foi completamente fechada após a greve geral declarada para realização do funeral de Tammo. O comitê informou ainda que as forças de segurança partiram para o confronto com manifestantes que tentavam derrubar a estátua do pai de Assad, Hafez Assad, que governou a Síria com braço forte até sua morte em 2000.

Tammo, 53 anos, ex-prisioneiro político e porta-voz do Partido Futuro Curdo, foi também membro de um comitê executivo do recém-formado Conselho Nacional Sírio, frente que reuniu figuras da oposição de dentro e fora do país em uma tentativa de unir o fragmentado movimento dissidente da Síria. Tammo vinha sendo fundamental na organização de protestos contra o governo em Qamishli nos meses recentes.

Não está totalmente claro quem praticou o assassinato de Tammo. Alguns na oposição dizem que o regime foi responsável pela sua morte. Osso disse que Tammo não tinha inimigos e acusou as forças de seguranças, mas outros observaram que havia uma luta por poder entre ele e partidos rivais curdos. As informações são da Associated Press.