E lá se foram os aviões de Kadafi

Comandante britnico garante que a fora area do ditador foi inteiramente destruda e o espao areo lbio est livre para a coalizo

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Uma notícia divulgada nesta quarta-feira por um porta-voz da coalizão internacional pode ser o princípio do fim para o ditador Muammar Kadafi. Segundo o comandante britânico Greg Bagwell, aviões da coalizão internacional destruíram inteiramente a força aérea da Líbia e voam livremente no espaço aéreo do país. Com isso, podem atacar tropas em qualquer local em que a população civil esteja ameaçada. "Nós estamos agora fazendo pressão incessante sobre as forças armadas líbias", disse Bagwell, em comunicado divulgado a partir de base aérea no sul da Itália, que concentra os jatos britânicos utilizados na operação. "Efetivamente, a força aérea da Líbia não existe mais como força de combate. O sistema de defesa aérea está gravemente afetado e, assim, podemos operar livremente no espaço aéreo livre", acrescentou no texto.

O comandante afirmou ainda que podem ocorrer algumas mudanças na estrutura de comando das forças aliadas. Na manhã desta quarta-feira, os aviões da coalizão bombardearam as forças de Kadafi, perto da cidade de Misrata. Pelo menos 90 pessoas teriam morrido no ataque.

Kadafi mantém tanques e franco-atiradores no centro de Misrata, terceira mais importante cidade do país. Os rebeldes dizem que as forças de Kadafi matam até mesmo médicos que aplicam os primeiros-socorros em feridos. Os hospitais, relatam testemunhas, estão lotados e muitos feridos aguardam no chão por tratamento. "O aviões aliados bombardearam duas vezes até agora. Às 0h45 (19h45 de terça-feira em Brasília) e depois novamente menos de duas horas atrás", disse um morador local Saadoun, citado à agência de notícia Reuters. "Eles [as forças pró-Gaddafi] não dispararam uma única vez desde o ataque aéreo", comemorou.

Outro morador disse que os ataques atingiram uma base, ao sul de Misrata, onde as forças Gaddafi estão abrigadas. Mais cedo, testemunhas na cidade relataram clima de medo. "As pessoas estão vivendo em um estado de medo. A eletricidade foi cortada, a água foi cortada".

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