“É uma honra os americanos me atacarem”, diz Papa Francisco sobre conservadores dos Estados Unidos

A reação do papa aos críticos norte-americanos ocorreu durante um voo a Moçambique para uma viagem por três países da África subsaariana quando conversava com o jornalista francês Nicholas Senèze, autor de um novo livro intitulado “Como os Americanos Querem Mudar de Papa”

Papa Francisco celebra missa do Dia Mundial dos Pobres da Igreja Católica Romana, Vaticano.
Papa Francisco celebra missa do Dia Mundial dos Pobres da Igreja Católica Romana, Vaticano. (Foto: REUTERS/Remo Casilli)

Reuters - O papa Francisco disse nesta quarta-feira que é “uma honra” ser criticado por conservadores da Igreja dos Estados Unidos e por aliados deles na mídia católica, que o criticam a respeito de questões que vão da teologia à mudança climática, e que até pediram sua renúncia.

A reação do papa aos críticos norte-americanos ocorreu durante um voo a Moçambique para uma viagem por três países da África subsaariana quando conversava com o jornalista francês Nicholas Senèze, autor de um novo livro intitulado “Como os Americanos Querem Mudar de Papa”.

No livre, Senèze descreve uma rede de analistas conservadores, agentes políticos, teólogos e membros do clero que repudiam Francisco, muitas vezes através de fundações e meios noticiosos católicos bem financiados.

“É uma honra os americanos me atacarem”, disse o pontífice quando indagado a respeito por Senèze.

O papa disse que ainda não leu o livro porque seus assessores não conseguiram encontrá-lo, mas insinuou que ouviu a seu respeito nos jornais italianos.

Depois que Francisco deixou a seção dos jornalistas no avião, o porta-voz do Vaticano, Matteo Bruni, voltou para emitir um comunicado na tentativa de esclarecer os comentários.

“O papa falava em um contexto informal no qual quis dizer que sempre considera críticas uma honra, particularmente quando vêm de pensadores renomados, neste caso, aqueles de uma nação importante”.

O guru espiritual de seus detratores é o cardeal norte-americano Raymond Leo Burke, que intensificou os ataques a Francisco depois que este o rebaixou de um cargo de alto escalão do Vaticano vários anos atrás.

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