Editora-chefe da Sputnik conta sobre seu 'contato' com Kremlin

Na sua página do site LiveJournal, a jornalista Margarita Simonyan criticou fortemente o relatório da inteligência dos Estados Unidos divulgado nesta sexta-feira 6, que dedica quase metade das informações à agência Sputnik e ao canal da TV Russia Today, que teriam, na opinião dos autores do documento, contribuído com a derrota dos democratas nas eleições presidenciais norte-americanas; para a editora, é preciso "um trabalho de correção de erros" no relatório   


Na sua página do site LiveJournal, a jornalista Margarita Simonyan criticou fortemente o relatório da inteligência dos Estados Unidos divulgado nesta sexta-feira 6, que dedica quase metade das informações à agência Sputnik e ao canal da TV Russia Today, que teriam, na opinião dos autores do documento, contribuído com a derrota dos democratas nas eleições presidenciais norte-americanas; para a editora, é preciso "um trabalho de correção de erros" no relatório 
 
Na sua página do site LiveJournal, a jornalista Margarita Simonyan criticou fortemente o relatório da inteligência dos Estados Unidos divulgado nesta sexta-feira 6, que dedica quase metade das informações à agência Sputnik e ao canal da TV Russia Today, que teriam, na opinião dos autores do documento, contribuído com a derrota dos democratas nas eleições presidenciais norte-americanas; para a editora, é preciso "um trabalho de correção de erros" no relatório    (Foto: Gisele Federicce)

Sputnik Brasil - Margarita Simonyan, editora-chefe da Sputnik e do canal russo Russia Today (RT), avaliou o relatório publicado pela Inteligência Nacional dos EUA, publicado em 6 de janeiro.
 
Na sua página do site LiveJournal, Simonyan criticou fortemente o relatório, chamando-o de insatisfatório e apontando que o tema do documento americano não é detalhado e as fontes não foram especificadas. A editora-chefe da Sputnik recomendou à inteligência norte-americana realizar "um trabalho de correção de erros", cometidos no relatório.

Simonyan contou que em 2001, aos 21 anos de idade, realizou a cobertura das eleições na Crimeia e que lá, como sempre, havia fortes atitudes pró-russas. Após a cobertura de duas semanas na Crimeia, as atitudes não enfraqueceram.

De acordo com a editora-chefe, as agências Sputnik nos territórios da antiga União Soviética são coordenadas por seu ex-marido Andrei Blagodyrenko. Graças ao trabalho realizado por ele, os escritórios da Sputnik assumiram a liderança pela abrangência do auditório nos seus países.

Além disso, a editora-chefe revelou que se encontrou com Julian Assange várias vezes. Segundo Simonyan, "câmeras de vigilância instaladas na entrada da Embaixada do Equador podem confirmar", bem como postagens no Twitter que ela própria fez:

"As reuniões foram realizadas em Londres. London is the capital of Great Britain. Tirem suas próprias conclusões", afirma Simonyan, ironicamente.

De acordo com ela, o canal RT obteve um bilhão de visualizações no YouTube, assumindo a primeira posição entre todos os canais da TV ainda em 2013.

Simonyan contou que realmente está "em contato" frequente com alto representante no Kremlin, Aleksei Gromov, que ocupa o cargo de primeiro vice-chefe da administração do presidente russo. Além disso, a editora-chefe contou ter recebido pessoalmente um representante do Departamento de Estado dos EUA.

Para finalizar, Simonyan recordou que, há um ano, o canal RT, em um vídeo, mostrou que quando o presidente norte-americano, Barack Obama, e o Secretário de Estado dos EUA, John Kerry, se aposentarem, os dois vão ficar em casa assistindo o Russia Today e chorando:

"Esse vídeo tem acesso livre na Internet. Basta digitar o site na barra de endereço em alfabeto latino ou clicar, ou seja, apertar com o mouse neste link aqui. Tirem suas próprias conclusões", recomenda Simonyan.

 
Na sexta-feira (06), a inteligência norte-americana publicou um relatório sobre a "intervenção russa" nas eleições presidenciais, onde quase a metade das informações foram dedicadas à agência Sputnik e ao canal da TV Russia Today (RT). Na opinião dos autores do documento, a RT "realiza comunicações estratégicas para o governo russo" e "produz conteúdo on-line pró-Kremlin em vários idiomas mundiais para público internacional". Uma grande parte do relatório se refere à editora-chefe do RT e da Sputnik, Margarita Simonyan, e às declarações feitas por ela, repletas de ilustrações, inclusive uma charge onde a jornalista passa por cima da Casa Branca.

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