Em ameaça a Pequim, EUA e outros países fazem manobras em mar do Sul da China

As marinhas de Estados Unidos, Filipinas, Japão e Índia realizaram nesta quinta-feira, pela primeira vez, manobras marítimas conjuntas em águas disputadas do Mar Meridional da China , onde o gigante asiático possui vários territórios

Em ameaça a Pequim, EUA e outros países fazem manobras em mar do Sul da China
Em ameaça a Pequim, EUA e outros países fazem manobras em mar do Sul da China

EFE - As marinhas de Estados Unidos, Filipinas, Japão e Índia realizaram nesta quinta-feira, pela primeira vez, manobras marítimas conjuntas em águas disputadas do Mar Meridional da China , onde o gigante asiático possui vários territórios.

Cinco embarcações dos quatro países navegaram nesta quinta-feira por águas internacionais até Changi (Singapura), onde acontece a segunda reunião marítima de ministros da Defesa da Asean, após uma primeira rodada realizada em Busan (Coreia do Sul), informou a Marinha das Filipinas em comunicado.

Esta é a primeira vez em que quatro países participam de manobras conjuntas nessas águas. EUA e China vivem um momento de tensão na guerra comercial entre ambos, que disputam o controle comercial dessas águas, pelas quais circula anualmente aproximadamente US$ 3,5 trilhões em comércio.

"O exercício fortalece nossas relações com os aliados e parceiros na região da Ásia e do Pacífico", afirmou o capitão Roy Vincent Trinidad, chefe da delegação da Marinha das Filipinas.

Os países da região veem com suspeita a influência crescente de Pequim nas águas do Mar Meridional da China.

Filipinas, Brunei, China, Malásia, Taiwan e Vietnã reivindicam soberania sobre diferentes partes do Mar Meridional da China, por onde circula 30% do comércio global e que abriga 12% da pesca mundial, além de possíveis jazidas de gás e petróleo.

Em meio à queda de braço entre EUA e China para exercer influência no Pacífico, o governo norte-americano também não está disposto a deixar que seu rival se apodere dessas águas, que são de vital importância geoestratégica.

Washington pretende posicionar 60% da sua frota naval no Pacífico até 2020 e, para isso, precisa reforçar sua aliança militar com alguns países da região, como as Filipinas, aliado histórico dos EUA no Sudeste Asiático com o qual assinou um Tratado de Defesa Mútua que está em vigor desde 1951.

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