Em contraste com Sara Giromini, ONU defende privacidade e direito à proteção integral de criança vítima de violência sexual
A ONU se pronunciou sobre o caso da menina brasileira que foi vítima de violência sexual no estado do Espírito Santo. A organização multilateral defende a privacidade da menina e destaca que ela tem o direito à proteção integral. O pronunciamento contrasta com a atitude da extremista bolsonarista Sara Geromini
247 - Num comunicado, a ONU "reafirma o direito à proteção integral de cada criança, consagrado na Constituição Federal Brasileira, no Estatuto da Criança e do Adolescente, e nos documentos internacionais dos quais o Brasil é parte, como a Convenção sobre os Direitos da Criança e na Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher, entre outros".
A extremista bolsonarista Sara Giromini expôs os detalhes do caso nas redes sociais. Ela, que já chegou a trabalhar no Ministério de Direitos Humanos liderado por Damares Alves, revelou o endereço da unidade de saúde, o primeiro nome da garota e atacou os profissionais do hospital que fariam o procedimento de aborto. Seu ato levou religiosos ao local para tentar impedir que a ordem judicial fosse cumprida.
A ONU lembra no comunicado a importância da “proteção integral desta jovem vítima, da preservação de sua integridade física, mental e moral, bem como de sua privacidade", alertou.
A ONU ainda "manifesta sua solidariedade à menina de 10 anos sistematicamente violentada sexualmente - supostamente por um familiar - e apoia as iniciativas das autoridades nacionais para apurar e processar, de acordo com o devido processo legal, este crime", informa o jornalista Jamil Chade.
O pronunciamento da ONU contrasta com a atitude da extremista bolsonarista Sara Giromini, que expôs os detalhes do caso nas redes sociais.