Em eleições para o Senado, extrema-direita vence na Holanda

O Fórum para a Democracia (FvD), liderado pelo ultradireitista Thierry Baudet, conquistou a maioria no Senado holandês, em detrimento do partido do primeiro-ministro, Mark Rutte, segundo os resultados divulgados nesta quinta-feira (21) das eleições provinciais no país, a apenas dois meses das europeias

Em eleições para o Senado, extrema-direita vence na Holanda
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247, com EFE - O Fórum para a Democracia (FvD), liderado pelo ultradireitista Thierry Baudet, conquistou a maioria no Senado holandês, em detrimento do partido do primeiro-ministro, Mark Rutte, segundo os resultados divulgados nesta quinta-feira (21) das eleições provinciais no país, a apenas dois meses das europeias.

Com 93% dos votos apurados, a coalizão do Governo holandês - formada pelos liberais VVD, Chamada Democrata-Cristã (CDA), Democratas 66 e União Cristã - perdeu a maioria porque soma apenas 31 das 75 cadeiras do Senado, que tem a última palavra para a aprovação das leis na Holanda.

É a primeira vez desde as reformas políticas de 1917 que um partido recém fundado como o FvD (2016) se torna maior que as três tendências estabelecidas: confessional, liberal e social-democrata.

Embora o FvD tenha os mesmos 12 senadores que o partido de Rutte, na realidade a extrema-direita supera em votos os liberais, tornando-se o maior partido do Senado em número de eleitores, um posto que na última década pertencia aos liberais do governo.

Baudet é conhecido por suas declarações sexistas, antimigratórias, eurofóbicas, antifeministas e, nestes últimos meses, pela sua rejeição à existência da mudança climática e suas consequências, embora muitos de seus eleitores o considerem uma versão "menos radical" do ultradireitista Geert Wilders, líder do Partido da Liberdade (PVV), que perdeu quatro assentos.

Em um de seus livros, Baudet descreve como a unificação europeia e o multiculturalismo debilitaram o Estado da nação e prevê o fim da União Europeia E.

A peculiaridade do sistema eleitoral holandês vincula a formação do Parlamento aos resultados das eleições gerais, mas a do Senado à composição dos conselhos das 12 províncias do país.

O novo Senado, cujos membros assumem suas cadeiras efetivamente dentro de dois meses, dificultará que a coalizão do governo de Rutte aprove suas propostas nos próximos anos, já que é imprescindível o sinal verde da Câmara Alta para aprovar os projetos de lei.

Os analistas avaliaram estas eleições como um teste para as políticas nacionais e internacionais de Rutte, primeiro-ministro da Holanda desde 2010, mas também como um "ponto de referência" para as eleições ao Parlamento Europeu do próximo mês de maio.

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