Em meio às tensões entre Brasil e China, declaração dos BRICS retira passagem que apoiava expansão do Conselho de Segurança

A medida pode indicar uma mudança na postura do bloco, e principalmente da China, que devido às tensões que emergiram entre ela e outros membros, deixa de apoiar a expansão do Conselho de Segurança

Líderes dos BRICS
Líderes dos BRICS (Foto: Reprodução/Twitter)
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247 - A declaração final adotada na mais recente cúpula do bloco BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) deixou de incluir no texto o tradicional apoio à expansão do Conselho de Segurança da ONU. Entre os países do bloco, somente Rússia e China compõe o órgão responsável pelas mais importantes decisões de âmbito mundial.

A declaração continha o texto há 11 anos, e acadêmicos especulam sobre a razão de seu término repentino. 

Como reportado no Estadão, Oliver Stuenkel, coordenador da pós-graduação em relações internacionais da FGV-SP, vê a medida como consequência da política de enfrentamento à China que pode ser observada no Brasil e na Índia. Para ele, apesar de ser a favor da expansão do Conselho de Segurança, a China é contra a inclusão de rivais no órgão. 

“É muito provável que seja iniciativa chinesa, especialmente porque a relação com o Brasil e com a Índia passa por uma crise”, diz Stuenkel. 

A Rússia, pelo contrário, não havia manifestado insatisfação anteriormente. 

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