Embaixador da China visita Bolsonaro para conter movimentos hostis

Depois de seguidos ataques à China na campanha eleitoral, Jair Bolsonaro, reuniu-se na manhã desta segunda-feira (5) com o embaixador da República Popular da China no Brasil, Li Jinzhangi e espalhou ele mesmo a notícia com um tweet; a iniciativa da visita é uma clara tentativa do governo chinês de conter os movimentos hostis de Bolsonaro

Embaixador da China visita Bolsonaro para conter movimentos hostis
Embaixador da China visita Bolsonaro para conter movimentos hostis (Foto: Reprodução)

247 - Depois de seguidos ataques à China na campanha eleitoral, Jair Bolsonaro, reuniu-se na manhã desta segunda-feira (5) com o embaixador da República Popular da China no Brasil, Li Jinzhangi e espalhou ele mesmo a notícia com um tweet.

 
 
 

A iniciativa da visita é uma clara tentativa do governo chinês de conter os movimentos hostis de Bolsonaro. Os seguidos ataques à China são incompreensíveis, exceto pelo viés ideológico. O país é o maior parceiro comercial brasileiro e quase a metade de todo o do superávit comercial global do país vem das relações com os chineses: 32 bilhões de dólares em 2017. O volume comercial entre os dois países é imenso: US$ 49,3 bilhões apenas entre janeiro s setembro deste ano, correspondente a 27% das exportações e importações brasileiras no período.

A China, que se manteve calada depois da sequência de ataques reagiu apenas em 31 de outubro (quarta-feira da última semana). Foi num editorial do China Daily, jornal que funciona como porta-voz informal do governo (aqui). O texto trouxe uma advertência clara: um eventual giro da política externa brasileira para uma submissão aos Estados Unidos pode representar um "o custo econômico duro para a economia brasileira".

Brasil e China mantêm sólidas relações diplomáticas desde 1974, em plena ditadura militar -governo Geisel. Em 2012, o relacionamento entre a China e o Brasil foi alçado ao patamar de "Parceria Estratégica Global", que transcende as esferas bilaterais e envolve outras esferas significativas na relação de poder global, como o G20, a Organização Mundial do Comércio e o Brics.

Um dos princípios a nortear essas relações é a não interferência nos assuntos internos de um país no outro, princípio que sempre foi respeitado tanto pela China, quanto pelo Brasil.

São grandes os interesses das duas nações, que não podem ser colocados em risco pelas alterações na conjuntura política. Ambos os países, mesmo com diferentes orientações políticas, desempenham papel de primeira grandeza no atual jogo geopolítico e no desenvolvimento da conjuntura política internacional.

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