Emmanuel Macron diz que é hora de pensar no impensável

Presidente da França acredita que a pandemia de coronavírus transformará o capitalismo, mas os líderes precisam agir com humildade

Emmanuel Macron, presidente da França
Emmanuel Macron, presidente da França (Foto: Twitter/Reprodução)
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247 - “Estamos todos embarcando no impensável”, diz Emmanuel Macron, em entrevista a Victor Mallet e Roula Khalaf para o Financial Times. 

A reportagem destaca que até há pouco Emmanuel Macron tinha grandes planos e propostas ambiciosas para reformar a União Europeia (UE) e trabalhou intensamente para modernizar a França.

A pandemia de coronavírus, no entanto, deixou Macron à procura de soluções para uma crise de saúde global que matou quase 140.000 pessoas, e imaginando como salvar as economias francesa e mundial de uma depressão comparável à queda de 1929.

“Todos enfrentamos a profunda necessidade de inventar algo novo, porque é tudo o que podemos fazer”, diz ele.

Macron quer que a UE lance um fundo de investimento de emergência de centenas de bilhões de euros, através do qual os membros relutantes do norte teriam de apoiar a Itália e a Espanha, onde muitos milhares morreram da covid-19. E ele quer que nações mais ricas ajudem a África com uma moratória imediata sobre pagamentos de dívidas bilaterais e multilaterais.

Ao contrário de outros líderes mundiais, de Donald Trump, nos EUA, e Xi Jinping, na China, que estão tentando retornar seus países para onde estavam antes da pandemia, Macron, 42 anos, diz que vê a crise como um evento existencial para humanidade que mudará a natureza da globalização e a estrutura do capitalismo internacional.

Como líder liberal da Europa em um mundo de nacionalistas estridentes, Macron diz que espera que o trauma da pandemia junte os países em ações multilaterais para ajudar os mais fracos durante a crise. E ele quer usar o cataclisma que levou os governos a priorizar a vida humana em detrimento do crescimento econômico como uma abertura para enfrentar desastres ambientais e desigualdades sociais que, segundo ele, já ameaçavam a estabilidade da ordem mundial.

Leia a íntegra.

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